Sintrense a torcer por um Dragão preenchido: "Despesas todo o ano e quase não há receitas"

Jorge Gurita, presidente da SAD do Sintrense
Jorge Gurita, presidente da SAD, só vê vantagens na deslocação ao Porto. Motivo? Receita
O Sintrense defronta o FC Porto para a Taça de Portugal pelo segundo ano consecutivo, o que leva o presidente da SAD, Jorge Gurita, a encarar a partida "como um clássico" da prova. "Já começa a ser habitual. Mas se no ano passado foi uma questão de sorte, porque foi logo na primeira eliminatória em que entraram as equipas da I Liga, agora o trajeto foi diferente, porque eliminámos outros clubes de escalão superior: Vizela e Rio Ave", enalteceu o dirigente, de 66 anos, em conversa com O JOGO.
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Na época transata, por não ter condições de jogar no seu recinto, o emblema do Campeonato de Portugal recebeu os dragões em casa emprestada, mais precisamente no Estádio José Gomes, na Amadora, uma situação que criou "quase tanta despesa como receita". "Implicou o aluguer do campo e o policiamento, o que nos retirou o lucro que poderíamos ter", explicou, lembrando que a deslocação ao Dragão cria um cenário diferente. "Com a partilha de receita, mesmo que haja meia casa, estamos a falar em mais de 20 mil pessoas, quando no ano passado metemos 6500 na Reboleira."
Perante este cenário, Jorge Gurita prevê um bom encaixe financeiro para "um clube que passa todo o ano a ter despesas e quase não tem receitas". "Quando jogamos em casa, temos gastos inerentes à realização do jogo. Já nos outros encontros, temos de pagar a deslocação. Basicamente temos sempre prejuízo", elucidou o presidente da SAD, ciente das hipóteses reduzidas de passar a eliminatória. "Se calhar, as casas de apostas dão 99,9 por cento ao FC Porto e 0,1 a nós. Mas, às vezes, há aquela bola que bate no poste e não entra e outra que bate e é golo".
Um jogo especial para uma minoria
Não é todos os dias que o Sintrense se desloca a um dos maiores palcos do futebol português. Desta forma, o jogo no Estádio do Dragão está a despertar um grande entusiasmo entre os adeptos da equipa do Campeonato de Portugal. "Entre sócios e não sócios, acho que teremos a presença de 350 a 400 adeptos", partilhou com satisfação Jorge Gurita, embora tenha considerado que certos fatores afastaram alguns adeptos. "Mesmo sendo num sábado, muita gente acabou por desistir face à hora do jogo. Alguns dos nossos sócios já têm uma certa idade e estarem a chegar às quatro ou cinco da manhã a Sintra era pesado. Depois, o jogo também dá em canal aberto".
A equipa de Sintra segue em nono lugar na Série D do Campeonato de Portugal, com 12 pontos.
