
José Mourinho
Mário Vasa
Declarações de José Mourinho após o Atlético-Benfica (0-2) da quarta eliminatória da Taça de Portugal
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Gostou da estreia de Rodrigo Rêgo: "Gostei, não me defraudou em nada. O meu interesse parte dos primeiros dias depois de ter chegado, de ainda não ter percebido bem o potencial, mas de ver a atitude que cada jogador tem. Ele chamou-me a atenção em cada jogo, em cada treino. Trabalha em intensidades altíssimas, de repetir ações de alta intensidade e repetir e repetir. Tem muito caráter. Pode jogar na direita, na esquerda. Como alas não tem só pernas para andar, mas tem qualidade técnica, tem cruzamento. Tinha quase a certeza de que não me iria defraudar. Fiquei contente, por isso jogou 90'. Vai estar para jogar comigo com o Ajax, não sei se vai jogar. Depois, quem não aproveita oportunidades e vê miúdos passarem à frente, não me venha bater à porta a fazer perguntas de por quê."
Disse que não gosta de jogadores que o traem... "Trair entre aspas".
Foram os que saíram? "Foram os nove."
A aposta em três centrais é para repetir? "Nâo é três centrais, é três defesas. Três centrais implica cinco defesas. Jogar a três não é fácil, já o fiz na Roma e no Fenerbahçe, mas depois de uma pré-temporada, com muitas horas de trabalho. Fi-lo com diferentes intenções, uma era jogar com Ivanovic junto a Pavlidis para tentar replicar o que fazia com mais sucesso do que no Benfica, no St. Gilloise, com mais mobilidade, a poder cair em zonas mais laterais e aparecer também em diagonais. Fiz para testar, o plantel está magro de opções para as alas. E mudei ao intervalo, não por problemas com o sistema. Foi o treinador que não foi capaz de motivar os seus jogadores o suficiente para estarem os onze motivados e concentrados numa responsabilidade de um jogo em que se ganhamos não passa nada e se perdemos é um desastre."
O sistema tático para o Ajax: "Cada jogo é um jogo. Jogar a cinco é fácil, jogar a três é muito difícil e exige trabalho. Gosto de jogar a cinco quando estou a ganhar e falta pouco tempo, e estamos em dificuldade e é hora de fechar a porta. Não acredito que possamos entre hoje e terça-feira ter uma equipa sólida para interpretar um sistema num jogo de alto nível como é um jogo da Champions."
O golo era o que faltava para Richard Ríos ganhar confiança? "Acho que tem sempre impacto mesmo quando não faz as coisas que as pessoas esperam. Há uma base que com ele não é negociável, a entrega, 'fisicalidade', zona de campo que ocupa, a transição ofensiva e defensiva. Tem justificado sempre, mesmo com alguns erros em que lhe falta aquela finesse... Não é para puxar saco ao presidente, não vamos comparar Ríos ao Rui Costa. Mas dá-nos muito. Se fazer um golo lhe dá alegria e confiança, ótimo. Mas o Ríos desde que cheguei é um jogador importantíssimo."

