
André Villas-Boas
André Villas-Boas revelou o aumento no número de sócios durante o 25.º aniversário da Casa do FC Porto de Vale de Cambra
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André Villas-Boas deslocou-se a Vale de Cambra no âmbito do 25º aniversário daquela delegação do FC Porto."É um momento importante para esta casa, para todos os valecambrenses que apoiam o FC Porto. São 25 anos, não é apenas um aniversário, é um aniversário muito especial e é importante para nós registar estes momentos, numa altura em que registamos o crescimento associativo do FC Porto, que em cinco meses cresceu 6 mil sócios. [eram 167 868 a 17 de novembro]. E todas estas dinâmicas que as casas imprimem são fundamentais para o FC Porto continuar a aumentar a sua massa associativa", sublinhou o líder portista.
"Esta equipa tem encantado"
Villas-Boas apelou ao apoio dos adeptos neste ciclo exigente de vários jogos que começa esta noite com a receção ao Sintrense
Duas semanas depois do triunfo em Famalicão, o FC Porto regressa esta noite à competição com a receção ao Sintrense, iniciando um novo "ciclo bastante exigente a nível de calendário". "São bastantes jogos de diferentes competições e o compromisso do FC Porto é com a vitória. Esta é uma equipa que nos tem encantado com o seu foco e o seu sentido de responsabilidade. Temos dado passos bons e importantes, mas ainda há um caminho longo a percorrer até aos vários títulos que ambicionamos. Portanto, pés bem assentes no chão", frisou, apelando ao apoio dos portistas. "Agradecer também aos sócios o apoio que nos têm dado, particularmente no Dragão e nestes meses que se avizinham, tendo em conta o número de jogos que vamos ter em casa. É importante sentir o apoio da massa associativa do FC Porto, mas pés bem assentes no chão até ao fim e continuar neste registo positivo é o que mais desejo sempre", atirou.
AVB admite limpeza de ares
Presidente do FC Porto fez um balanço da reunião que teve ontem de manhã com o líder federativo, Pedro Proença, e os homólogos de Sporting, Benfica e Braga. Interesses do futebol português enterraram "machado de guerra" entre e leões e dragões, que esperam ver líder da FPF cumprir com a palavra quanto às receitas das apostas em ligas internacionais.
André Villas-Boas falou de um "encontro construtivo" entre os presidentes de FC Porto, Benfica, Sporting, Braga e o líder da Federação Portuguesa de Futebol, realizado ontem [ver pág. 29]. As receitas provenientes das apostas desportivas em ligas internacionais foi o mote para a reunião, conforme explicou à chegada a Vale de Cambra, onde esteve nos 25 anos da delegação portista naquela cidade acompanhado por Rolando, Varela e Bandeirinha, assim como pelo vice-presidente Francisco Araújo. "Essa é uma promessa feita por Pedro Proença enquanto candidato a presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), e os clubes entenderam fazer um ponto de situação. Evidentemente, depois tocam-se em outros temas, não muito profundamente, porque o tempo era curto", começou por dizer, garantindo terem ficado "esclarecidos" relativamente às intenções da FPF. "São quantias relevantes e o futebol português quer ver aplicadas nas medidas certas. Foi discutido também como se podem acionar essas receitas e o modo como poderão vir a ser distribuídas".
Neste capítulo, Villas-Boas, lembrou que os quatro emblemas presentes na reunião "não representam o universo dos clubes da Liga Profissional", mas que defendem os mesmos interesses. "As receitas das apostas dos campeonatos profissionais estão centralizadas na Liga e o nosso objetivo também é, se houver novas receitas, saber como as mesmas seriam distribuídas e defender os interesses dos clubes. Sabemos da importância que temos no panorama nacional, particularmente os três grandes e o Braga, mas não somos representativos de ninguém", insistiu, garantindo ainda não se falou de arbitragem neste encontro.
A reunião na Cidade do Futebol juntou à mesa Villas-Boas e Frederico Varandas, que recentemente trocaram acusações. As rivalidades foram postas de parte em nome do futebol português. "Cada um dos presidentes defende os seus interesses. A partir deste momento há uma defesa dos interesses do futebol português, nomeadamente à medida que nos aproximamos da centralização dos direitos audiovisuais e é importante estabelecer metas, ter critério e estratégias. Vivemos um clima bastante tenso recentemente, de ataques de parte a parte, e vamos ver como as relações progridem. Esta reunião tem também o seu impacto e o seu significado tendo em conta o que aconteceu recentemente", admitiu, falando numa "limpeza de ares", sabendo que "evidentemente, cada um luta pelos seus interesses". "Mas há determinadas linhas de respeito que não devem ser ultrapassadas. Portanto, tem algum significado voltar a estar sentados à mesa", sublinhou, assumindo que existiu um ambiente cordial, sobretudo com Frederico Varandas e Rui Costa, durante a conversa. "Não vamos para a sede da FPF para estar a lutar uns com os outros. Foi cordial porque, como disse, agora temos interesses maiores e temos uma promessa muito específica relativamente às apostas desportivas em ligas internacionais que queremos ver clarificadas. Foi isso que o presidente da Federação fez e agora aguardemos que cumpra com a sua palavra", concluiu o líder portista.
"Prejudicados em lances de caráter duvidoso"
Villas-Boas explicou as preocupações que transmitiu ao Conselho de Arbitragem na terça-feira
Villas-Boas abordou ainda a reunião que o FC Porto teve na terça-feira na Cidade do Futebol com o Conselho de Arbitragem. Do encontro "não saíram garantias", tendo servido para dar o seu ponto de vista relativamente aos lances em que a equipa esteve envolvida e fazer uma análise da situação atual da arbitragem. "Nestes tempos recentes temos constatado a transparência com a qual o Conselho de Arbitragem [CA] e o seu presidente [Luciano Gonçalves] querem atuar. Iremos ver como são os desenvolvimentos nas próximas jornadas e se há efetivamente melhorias relativamente à arbitragem, melhores critérios, melhores decisões. O que o FC Porto entende é que não há uniformidade de critérios, há diferentes interpretações", atirou, considerando que o CA "não tem uma forma clara de comunicar com a opinião pública", entendendo que "há determinados analistas, usados como veículo transmissor de mensagens da Direção Técnica de Arbitragem, que não estão a ser totalmente imparciais nas suas análises". Por isso, o FC Porto, sabendo que os juízes "têm o direito ao erro", diz que está de "pré-aviso" relativamente às próximas arbitragens. "O FC Porto luta pela uniformidade de critérios e em alguns jogos tem sido prejudicado em alguns lances de caráter duvidoso. Fizemos a nossa análise, debatemos com o presidente do CA em sede de Federação e veremos se há melhorias. O propósito é de melhorias, foi isso que foi prometido", acrescentou.
