
Antoine Semenyo, contratado ao Bournemouth, e Hugo Viana
Reprodução: Manchester City
Cimentado o recorde de investimento da Premier League numa temporada
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O Manchester City foi pela segunda vez seguida o clube mais gastador na janela de transferências de futebolistas de inverno, que fechou na segunda-feira nos principais campeonatos europeus, cimentando o recorde de investimento da Premier League numa temporada.
O avançado ganês Antoine Semenyo (ex-Bournemouth), no negócio mais caro no segundo período de inscrições de 2025/26, iniciado na viragem de ano civil, e o defesa central Marc Guéhi (ex-Crystal Palace) reforçaram a equipa de Manchester por 72 e 23 milhões de euros (ME), respetivamente.
Essas transações foram efetuadas entre clubes de Inglaterra, cujo escalão principal gastou 453,17 ME no inverno, já depois dos 3,60 mil ME no verão, para um novo recorde de 4,05 mil ME na mesma época, contra os 3,18 mil de 2022/23.
Além do Manchester City, a Premier League colocou Crystal Palace, West Ham, treinado pelo português Nuno Espírito Santo, Tottenham e Bournemouth na dezena de emblemas com maior despesa e envolveu-se em oito das 10 transações mais avultadas, mesmo perante a inatividade de diversas equipas de topo.
O líder Arsenal, vencedor da fase de liga da Liga dos Campeões, o campeão inglês Liverpool, o Manchester United, que demitiu o técnico luso Rúben Amorim em janeiro, e o Newcastle não se reforçaram, sendo que o campeão mundial Chelsea só fez regressar Mamadou Sarr do Estrasburgo.
Alysson (ex-Grémio, 10 ME) assinou pelo Aston Villa, ao qual voltaram Tammy Abraham (ex-Besiktas, 21 ME), Douglas Luiz, emprestado pela Juventus, e Leon Bailey, então cedido à Roma.
A Premier League foi perseguida pela liga italiana, que despendeu 243,59 ME, com incidência maior da Lázio, novo clube de Kenneth Taylor (ex-Ajax, 16,85 ME) e Petar Ratkov (ex-Salzburgo, 13 ME), face às saídas de Taty Castellanos (West Ham, 29 ME) e Mattéo Guendouzi (Fenerbahçe, 28 ME).
Seguiu-se o campeão transalpino Nápoles, com as apostas em Giovane (ex-Verona, dois ME), Alisson Santos, cujo empréstimo rendeu 3,5 ME ao bicampeão português Sporting, e Lorenzo Lucca, contratado em definitivo por 26 ME, antes de ter ingressado por cedência no Nottingham Forest.
Robinio Vaz (ex-Marselha, 22 ME) foi para a Roma, a par dos emprestados Donyell Malen (ex-Aston Villa) e Bryan Zaragoza (ex-Bayern Munique), da mesma forma como Jérémie Boga (ex-Nice) e Emil Holm (ex-Bolonha) entraram na Juventus - o português João Mário foi cedido aos bolonheses.
Niclas Fullkrug (ex-West Ham) foi emprestado ao AC Milan, que pagou por Alphadjo Cissè (ex-Verona, oito ME) e cedeu-o ao Catanzaro, tal como o líder Inter Milão fez com Yanis Massolin, negociado por 3,5 ME e vinculado ao Modena até ao fim da época.
Giacomo Raspadori reforçou a Atalanta por 22 ME e ajudou os espanhóis do Atlético de Madrid a estabelecerem a maior receita mundial no inverno, cifrada em 77,5 ME e igualmente inflacionada pelas vendas de Conor Gallagher (Tottenham, 40 ME) e Rodrigo De Paul (Inter Miami, 15 ME).
Os madrilenos foram buscar Ademola Lookman (ex-Atalanta, 35 ME) e Rodrigo Mendoza (ex-Elche, 16 ME), tendo gastado como mais nenhum clube na Liga espanhola, cuja despesa global não passou dos 75,5 ME.
Se o português João Cancelo regressou ao campeão espanhol e líder Barcelona, agora cedido pelo Al Hilal, o Real Madrid não se reforçou na derradeira janela de transferências antes do Mundial2026, que totalizou maiores gastos nos campeonatos francês (105,1 ME) e alemão (98,95 ME).
Dro Fernández (ex-Barcelona, 8,2 ME) rumou ao campeão europeu e tetracampeão gaulês Paris Saint-Germain, que é perseguido pelo Lens, novo clube de Amadou Haidara (ex-Leipzig, dois ME), Allan Saint-Maximin (ex-Club América) e Arthur Masuaku, emprestado pelo Sunderland.
No Marselha ingressaram Quinten Timber (ex-Feyenoord, 4,5 ME) e Ethan Nwaneri, por cedência do Arsenal, ao passo que o Lyon, comandado pelo português Paulo Fonseca, recebeu Noah Nartey (ex-Brondby, 7,5 ME) e os emprestados Endrick (ex-Real Madrid) e Roman Yaremchuk (ex-Olympiacos).
Na Alemanha, o campeão Bayern Munique e o Borussia Dortmund não contrataram, ao contrário do Leipzig, que uniu Abdoul Koné (ex-Reims, 17 ME) e o cedido Brajan Gruda (ex-Brighton), e do Bayer Leverkusen, com Jonas Omlin (ex-Borussia Monchengladbach) a chegar por empréstimo.
O Wolfsburgo foi o mais gastador na Bundesliga, com 25 ME, a exemplo do Rennes na Ligue 1, com 19,5 ME, num inverno em que o Brasil, os Estados Unidos e a Arábia Saudita se intrometeram nas principais Ligas europeias.
Em início de época e com mercado ativo até março, os norte-americanos já despenderam 144,28 ME, enquanto os brasileiros pagaram 201,55 ME e bateram por duas vezes em janeiro o seu recorde de aquisição mais cara, na posse de Lucas Paquetá (ex-West Ham, 42 ME) desde que regressou ao Flamengo.
Na Arábia Saudita, a segunda e última janela de inscrições de jogadores para 2025/26 reuniu 123,08 ME de investimento, mas não aquilatou o Al Nassr, do técnico português Jorge Jesus e capitaneado pelo compatriota Cristiano Ronaldo.
Terceiro clube mais gastador no mundo, com 66,72 ME, o Al Hilal acolheu, entre outros, Kader Meité (ex-Rennes, 30 ME) e Karim Benzema (ex-Al Ittihad), que saiu a custo zero da equipa orientada pelo luso Sérgio Conceição, agora reforçada com George Ilenikhena (ex-Mónaco, 30 ME).

