
O investidor Dani Alves com Carlos Branco, presidente da SAD do São João de Ver
São João de Ver
Carlos Branco, o presidente da SAD, assume que a entrada do brasileiro vai potenciar o clube. Mas, mais do que subir, o objetivo "é melhorar as instalações". Sobre a possibilidade de o investidor ainda fazer alguns jogos na fase de permanência, Carlos Branco revelou que o lateral-direito seria bastante útil para a equipa, mas isso não acontecerá.
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Como é que surgiu esta entrada do Dani Aves na SAD?
-Era um namoro antigo. Já conhecia o Daniel por contactos e conhecimentos comuns. Ele sempre teve interesse e o bichinho de voltar ao mundo do futebol. Tínhamos conversado em maio/junho e surgiu agora a oportunidade de ele poder entrar na SAD do S. João de Ver como coproprietário.
Continuará a ter influência na SAD ou a gestão ficará mais a cargo do Dani Alves?
-Ainda não discutimos esses detalhes, porque o mais importante, neste momento, é mantermo-nos na Liga 3. Certamente que na próxima época, esperando que seja na Liga 3, e no desenrolar deste ano, é normal que ele, através do seu staff, participe em tudo o que é gestão e administração da SAD.
Que benefícios trará para o clube ter um antigo internacional brasileiro como um dos líderes do projeto?
-Acho que a imagem já está à vista de todos. S. João de Ver, concelho de Santa Maria da Feira, nunca foi tão falado em toda a sua história como neste último mês, por toda a envolvência de ter o segundo jogador com mais títulos no mundo a fazer parte deste clube, e vê-se pelo impacto nas redes sociais. É uma potencialização muito grande da marca e do nome do S. João de Ver, e agora queremos alargar as parcerias que temos com os nossos sponsors e outros parceiros.
A ideia foi bem recebida na região por adeptos, jogadores e estrutura?
-Pessoalmente, nunca ninguém me disse o contrário, mas acho que basta ver pelos comentários, reações nas redes sociais e a reação local. Foi um feito, que não diria histórico, mas muito importante, porque o Dani Alves poderia ter ido para outro clube qualquer e estamos muito contentes que esta seja a sua escolha.
Com esta aposta, os objetivos do S. João de Ver, no futuro, poderão ir além da permanência na Liga 3?
-Os objetivos serão sempre aqueles que a Direção e os acionistas da SAD queiram fazer. Além do aspeto desportivo, há outro muito importante, as instalações. Vai haver uma forte aposta no melhoramento do nosso estádio e do nosso complexo para poder dar condições à evolução que queremos da SAD e do clube. Esta Liga 3 é interessante, mas custa muito dinheiro e exige muito aos clubes. Temos de melhorar as condições de treino para receber os nossos sócios, os adeptos e as equipas adversárias. A prioridade, mais do que pensar em subir, é mantermo-nos já este ano e depois melhorarmos as nossas instalações.
O vizinho Lourosa subiu na época passada à II Liga. Esse poderá ser o próximo passo do S. João de Ver num futuro próximo?
-Justamente por aquilo que o Lourosa está a sofrer por não jogar no seu terreno, pois todos os seus adeptos e o Lourosa gostavam muito de jogar no seu estádio, e não estão a conseguir fazê-lo. Vendo estes exemplos, devemos fazer ao contrário. Melhorar primeiro as nossas instalações, termos condições para jogarmos numa II Liga e só depois pensar na subida.
Acredita que a entrada do Dani Alves na SAD também poderá atrair melhores jogadores para o clube?
-Tanto pode que já atrai. Vejam toda a dimensão que deu, não só em Portugal mas no mundo, a entrada do Dani Alves para a SAD. Logicamente que negociar um jogador tendo o Dani Alves sentado ao meu lado, ou o Dani Alves a negociar, não será o mesmo, em termos de poder de negociação, do que se estiver eu sozinho, ou um diretor-desportivo do S. João de Ver sozinho. Acho que isso poderá ajudar, e quem entra num projeto desportivo assim tem tudo bem definido.
Falou-se na possibilidade de o Dani Alves ainda fazer alguns jogos pelo São João de Ver. Isso será possível?
-Penso que ele ainda nos ajudaria muito na Liga 3, mas, infelizmente, não foi possível.
José Santos continua no comando
José Santos, técnico interino que rendeu João Nívea, despedido a duas jornadas do fim da fase regular, vai continuar como treinador do S. João de Ver para a fase de permanência da Liga 3, que se inicia no próximo dia 15 contra a Sanjoanense, revelou Carlos Branco. "Acreditamos no trabalho dele e irá continuar a orientar a equipa na próxima fase. Houve melhorias de rendimento nestes dois jogos, o plantel aceitou bem as suas ideias e achámos que é a pessoa certa para garantir os objetivos do clube", explicou o presidente da SAD. Aos 33 anos, José Santos, que é natural de Santa Maria da Feira, começou a época como diretor-desportivo dos malapeiros, e na estreia como técnico obteve um empate diante do Braga B (0-0). Na última jornada perdeu pela margem mínima frente ao Paredes (2-1).
Três reforços para ajudar na luta
Neste mercado de inverno, o S. João de Ver contratou três reforços para ajudar a equipa a garantir a permanência na Liga 3, sendo que dois foram em cima do fecho e ainda procuram a estreia - Nuno Pereira e Jackson Jamarillo - ao passo que Didi, guarda-redes que veio por empréstimo do Felgueiras até ao final da época, já fez os dois últimos jogos e foi decisivo ao defender um penálti no nulo frente ao Braga B. Nuno Pereira é um extremo de 30 anos, que rescindiu com a Académica e já passou pela formação do Boavista. Já Jackson, 21 anos, é um avançado colombiano, ex-Boca Juniors de Cali, que terá a sua primeira experiência na Europa.
