
Ricardo Malafaia (Créditos: José Carmo/Global Imagens)
Ricardo Malafaia foi treinador da formação dos dragões nas últimas seis épocas depois de iniciar a carreira no Leixões. Está agora preparado para "grandes desafios"
Treinador há oito anos, Ricardo Malafaia começou no Leixões, onde orientou equipas das camadas jovens, foi também diretor desportivo e comandou a formação principal quatro jogos. Depois de trabalhar no FC Porto nas últimas seis épocas, como líder dos sub-16 e dos sub-17, o antigo médio não tem dúvidas que está “preparado para qualquer tipo de desafio”.
O antigo médio testemunha que orientar jogadores dos sub-16 e sub-17 foi "uma aprendizagem enriquecedora", considerando que um treinador deve ser, antes de tudo, "um formador".
O que significou a passagem pelo FC Porto?
-Muita aprendizagem, muitas vivências, muitas reflexões diárias e preparar-me para novos desafios, para contextos diferentes e acho que estou mais preparado.
Treinou três anos a equipa de sub-16 e outros três a de sub-17. O que retira de essencial desse longo período de liderança?
-Temos de ter uma capacidade de analisar e avaliar os homens atletas, porque muitos crescem rapidamente, outros demoram um bocadinho mais, e nós temos de estar atentos para termos a capacidade de ajudar à evolução. Muitas vezes queremos meter rótulos muito cedo - e isso foi uma coisa que também aprendi ao longo dos anos - pode ser prejudicial depois da nossa análise.
Um treinador é essencialmente um formador?
-Acho que primeiro é formador, só depois é que é treinador. É como o crescimento desde que nascemos, tem as suas etapas. Temos de acompanhar a sua evolução com toda a atenção. Temos de tratar todos da mesma maneira, mas todos têm personalidades diferentes, com problemas diferentes, como de adolescência, familiares...
Deve ser também um amigo?
-No meu caso, sim. Acho que um treinador tem de criar relações, não deixando de ser exigente, o que é muito importante, e eles reconhecem que é necessário essa exigência. O treinador deve saber aproximar-se dos miúdos, ter a capacidade de interagir, de dar-lhes a liberdade de procurarem os treinadores para partilharem.
A porta do FC Porto ficou aberta? Um dia pensa regressar?
-Foram seis anos com muita aprendizagem, muito ricos, mas claro que tenho o sonho de um dia regressar ao FC Porto. São ciclos que para mim não se fecham, ficam semi-abertos, mas sem dúvida que quero um dia regressar ao FC Porto.
Pela porta grande?
-Sim, se possível sim, mas estou muito recetivo a entrar novamente no FC Porto, porque sempre foi um clube que me tratou bem e deu-me muitas ferramentas para ser o que sou hoje, como treinador e como jogador, porque também passei muitos anos a jogar na formação do FC Porto, onde ganhei muitas valências e ADN do que é ser atleta de um clube daquela dimensão. Deixei lá muitas amizades. Mas, por agora, estou aberto a outros projetos, com o mesmo empenho e paixão.
Como é que define o FC Porto?
-É um clube único, uma instituição única, com valores inegociáveis e só quem está preparado é que pode fazer parte desse FC Porto, um clube que é muito mais do que um clube.
