
Rui Borges
Declarações do treinador do Sporting depois do triunfo (2-1) em Arouca, jogo da ronda 19 da I Liga
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Análise e apoio constante dos adeptos: "Agradecer aos adeptos que foram incansáveis, têm-no sido sempre e é muito fruto da energia que passaram que conseguimos esta vitória difícil no final do jogo, mas merecida, por tudo o que fizemos ao longo do tempo. Podiam ter custado caro os 10 minutos em que entrámos mal na segunda parte, o Arouca podia ter virado o jogo. Tirando isso, controlamos o jogo, fomos tentando criar aproximações à baliza, podíamos ter decidido melhor, mas podíamos ter sido prejudicados por 10 minutos em que não entramos bem. Alertámos ao intervalo para virmos com a mesma energia, mas é algo muito individual e o Arouca cresceu nesses minutos. Depois corremos atrás do prejuízo, tentando mudar para acrescentar algo diferente e chegamos à vitória com uma atitude e ambição enormes. Vitória justa, mas difícil".
Os jogos do campeonato depois da Champions são sempre mais complicados, como é mudar o chip? "Como vou explicar... Isso é uma incógnita, mesmo que tentemos alertar e manter a malta viva. O nosso discurso de ontem e hoje foi assim e ao intervalo foi igual. Sabíamos que ia ser difícil por tudo, pelo tempo e relvado, que fica mais pesado e exige mais de nós pelo cansaço acumulado, mais até do que o jogo do PSG. Alertámos que ia ser difícil e tentámos acrescentar algo estratégico para eles estarem ligados, e estiveram. Entrámos bem no jogo, depois inexplicavelmente entrámos mal na segunda parte e são 10 minutos que podíamos ter-nos posto a perder, e não pode. Temos de perceber entre todos o que podemos melhorar. Ao intervalo foi nisso que nos focámos e em corrigir problemas do Arouca, que nem estava a dar problemas, mas não estamos na cabeça deles e às vezes é difícil. Conseguimos reagir e pela capacidade e pelo acreditar, é merecida a vitória".
Luís Guilherme começou na esquerda, depois na direita, mas depois voltou ao que tinha. E chegou a ter um papel mais interior: "O Luís é um miúdo que tem muita qualidade e, por mais que tenhamos identificado e saibamos o que é, estamos numa aprendizagem de todos. Ele da equipa, nós ao que ele pode dar ao coletivo e, dentro das ausências, achámos que à esquerda podia ser a solução. Ele pode dar à esquerda, à direita, ao interior e depois tentámos ajustar porque ao início ele estava demasiado baixo e o Trincão se calhar percebe melhor essas zonas. O golo até surge daí. Ele baixava muito e quem marcava não o acompanhava. Com o Trincão mais alto, a prender o lateral, penso que a bola [do primeiro golo] entra nas costas para o Maxi [Araújo]. O Trincão tem mais leituras porque está mais dentro desses comportamentos e foi tentar deixar o Luís confortável à direita. Depois voltámos ao normal e ele fez uma segunda parte soberba para mim. É um conhecimento mútuo e tentar arranjar dentro da nossa ideia dinâmicas para tirar o melhor partido de cada um".

