Rui Borges e a expulsão de Matheus Reis: "Se calhar, disse algo que não devia..."

Rui Borges
EPA
Declarações do treinador do Sporting depois do triunfo (2-1) em Arouca, jogo da ronda 19 da I Liga
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Foi este Suárez que esperou quando disse que ele ia marcar uma era no Sporting ou pode dar mais? Matheus Reis perdeu a cabeça, o que aconteceu? "Muito honestamente não sei, se calhar a quente disse algo que não devia. Como toda a gente entrou no campo a festejar, não só o Matheus, não sei. O Arouca também foi perdendo algum tempo nas reposições de bola e a malta é normal estar mais em stress e que se diga algo que não devemos, mas não sei ao certo. Sobre Suárez, eu disse que ele ia marcar uma era porque identificámos antes do final da época passada e sabíamos o que podia dar, não pelos golos. Os golos são a consequência do trabalho dele, tem uma atitude competitiva fora do normal e o que dá à equipa em termos técnicos, táticos, de atitude e energia é muito bom e importante. Mais que os golos, ele, jogo após jogo, não baixa de atitude competitiva, está lá para dar a cara e corpo e tem sido importante. Tem faro de golo e essa atitude leva a que esteja nos momentos decisivos".
No geral, quais foram os principais desafios táticos do Arouca? "O único foi que eles tinham uma dinâmica de tentar empurrar o extremo-direito à linha de cinco, puxar o Fukui às zonas mortas e tentar empurrar o Morten [Hjulmand], mas nem foi por aí que criaram perigo, foi uma perda de bola nossa que levou a uma transição, porque no geral fomos controlando o jogo, a velocidade dos alas, o avançado mais de duelos, batemos-nos bem. Eles ganharam dois ou três lances em transição com perdas de bolas, mas mais do que isso, em termos táticos, foi só isso. Tentamos corrigir, mas não foi com essa dinâmica que causaram problemas".
Pedro Gonçalves voltou à competição. A posição dele teve a ver com condição física de trincão? Como é que está Pote e quando regressará à titularidade? "O Pote, Ousmane [Diomande] e Zeno [Debast] estão condicionados pelas paragens deles, foi muito por aí. A posição foi mais a leitura de jogo e o momento. Trincão tem-se sacrificado pela equipa em todos os jogos, com muitos minutos, e é normal que sinta um desgaste maior. Hoje sentimos isso e achámos bem meter o Pote ali porque é a posição dele. Até porque Luís Guilherme estava a dar-nos desequilíbrios e aproximações àrea na esquerda e foi mais por essa mudança de referência e pura frescura, mas é uma posição que é dele, não mexe muito e ele sabe o que tem de fazer ali, apesar de também jogar noutra posição. Entrou muito bem e feliz por tê-lo e ao Ousmane e ao Zeno, porque deixam a equipa mais forte. Meti o Zeno porque ele tem uma capacidade de decisão acima da média e podia encontrar linhas de passe que se calhar o Matheis Reis não conseguiu. Tentámos muito por aí porque são jogadores que dão coisas diferentes e a equipa fica mais forte com eles porque temos mais soluções".

