Auditoria prometida por Rui Costa não estará pronta "antes do final do ano"

Auditoria prometida por Rui Costa não estará pronta "antes do final do ano"

Informação divulgada pela SAD esta terça-feira, a propósito do empréstimo obrigacionista no valor de 40 milhões de euros.

O Benfica anunciou esta terça-feira que vai lançar um empréstimo obrigacionista no valor de 40 milhões de euros e no documento enviado à Comissão de Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM) revelou que auditoria forense prometida por Rui Costa na campanha eleitoral não estará pronta antes do final do corrente ano.

"Em julho de 2021, a Benfica SAD tomou conhecimento da existência de um processo designado 'Cartão Vermelho', no âmbito do qual são investigados atos que, alegadamente, Luís Filipe Ferreira Vieira terá cometido enquanto foi Presidente do Conselho de Administração da Benfica SAD, embora não nessa qualidade. A Benfica SAD não assume a qualidade de visada ou arguida no referido processo. Neste contexto, a Benfica SAD solicitou a realização de uma extensa auditoria forense para analisar se alguma conduta foi lesiva dos seus interesses, tendo em vista, dentro do quadro legal aplicável, apurar todas as responsabilidades e reagir em conformidade. Esta auditoria forense está em curso e não se prevê que esteja terminada antes do final deste ano", surge escrito.

"É convicção do Conselho de Administração, atendendo aos pressupostos e antecedentes das investigações em causa, aos pareceres dos consultores jurídicos que patrocinam a Benfica SAD e às demais circunstâncias que envolvem os processos, que não existem quaisquer ações de natureza judicial, arbitral ou administrativa (incluindo ações pendentes ou suscetíveis de serem empreendidas de que o Emitente tenha conhecimento) que possam vir a ter, ou tenham tido no passado recente, um impacto significativo na situação financeira ou na rentabilidade do Emitente e/ou do Grupo SL Benfica, ou implicar consequências adversas ao nível do regular desenvolvimento das atividades do Emitente e que justifiquem o reforço adicional das provisões registadas para o efeito. Qualquer processo de natureza judicial, arbitral ou administrativa pendente ou que venha a ser instaurado no futuro contra o Emitente, tendo em consideração, nomeadamente, aspetos tais como a respetiva relevância e duração, poderá ter impactos na reputação e imagem do Emitente e implicar consequências adversas a vários níveis no desenvolvimento das suas atividades", completa.