Cerca de 30 mil adeptos do Eintracht "invadiram" Camp Nou: as explicações e o que aconteceu

Cerca de 30 mil adeptos do Eintracht "invadiram" Camp Nou: as explicações e o que aconteceu
Redação

Adeptos do clube germânico asseguraram, avança o jornal espanhol "Marca", ingressos através de operadores turísticos, revenda de sócios culés e compra no sítio do Barça.

A presença de 30 mil adeptos do Eintracht Frankfurt, para assistir à segunda mão dos "quartos" da Liga Europa com o Barcelona, em várias bancadas de Camp Nou, cenário incomum que originou indignação entre responsáveis blaugranas e uma investigação interna ao sucedido, terá sido possibilitada de quatro maneiras.

A obrigatoriedade do Barcelona em disponibilizar bilhetes relativos a cinco por cento da lotação do estádio (cerca de cinco mil) nunca seria suficiente, pelo que, segundo a "Marca", os adeptos germânicos asseguraram ingressos através de operadores turísticos, revenda de sócios culés e compra no sítio do Barça.

Aos cerca de cinco mil adeptos do Eintracht Frankfurt presentes em Camp Nou de forma "legal", juntaram-se outros milhares que compraram em postos de turismo da cidade, dado que, abaixo da zona da única bancada afeta aos visitantes em Camp Nou, o espaço estava repleto de compatriotas, chegados em grupo ao reduto.

Além dos bilhetes regulamentares e da compra em operadores turísticos, outros milhares de adeptos do Eintracht Frankfurt adquiriram ingressos a sócios do Barcelona, visto que estavam sentados em diversas zonas do estádio, normalmente ocupadas por catalães que efetuam, com periodicidade, pagamento de quotas.

"Há pessoas [associadas ao Barcelona] que compraram e que levaram [para vender] aos alemães, isso é um facto", atestou o presidente do Barcelona, Joan Laporta.

Por fim, a comercialização virtual. O jornal "Marca" denota, ainda, para explicar tamanha presença germânica verificada, de forma clara após o término do jogo, que o Barcelona procedeu à venda de bilhetes através do sítio oficial na Internet a muitos mais fãs do Eintracht.

Todavia, esta eventual maneira (direta) foi descartada por Joan Laporta, ao assegurar que os 34.440 bilhetes postos à venda via Internet "não podiam ser comprados com cartões de crédito alemães ou com um IP alemão".