
Hugo Broos, selecionador da África do Sul
AFP
Selecionador da África do Sul criticou a falta de ambiente que se vive em Marrocos pela Taça das Nações Africanas
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Hugo Broos, selecionador da África do Sul, criticou na segunda-feira a falta de ambiente em torno da Taça das Nações Africanas (CAN) de 2025 em Marrocos, dizendo que não tem nada a ver com o que presenciou na Costa do Marfim e no Gabão, anteriores países anfitriões da prova.
Depois de ter vencido Angola (2-1) e o Zimbabué (3-2) e perdido com o Egito (1-0), qualificando-se para os oitavos de final como segundo classificado, atrás dos egípcios, o técnico belga dos sul-africanos apontou, em conferência de imprensa, que "a atmosfera habitual da CAN não está presente" em Marrocos.
"Se a entrada no estádio não for gratuita, ninguém vem assistir aos jogos. Ninguém veio ver o África do Sul-Egito, ninguém veio ao nosso jogo contra Angola", apontou, queixando-se ainda de falta de segurança nos jogos em que a CAF, apesar de o negar oficialmente, autorizou a entrada gratuita de adeptos nos estádios, com o objetivo de encher bancadas.
"A minha família estava no estádio no jogo contra o Egito, e já era o caos antes mesmo do apito inicial. A polícia impediu a entrada de algumas pessoas, apesar de terem bilhete. Ao mesmo tempo, deixavam passar multidões sem bilhete. A minha esposa disse-me que teve medo", relatou, qualificando a organização do torneio como "catastrófica".
Noutras declarações, Broos reforçou a sua sensação de que o povo marroquino não está a criar o mesmo ambiente festivo que encontrou noutros países em anteriores edições da CAN.
"Não sinto o mesmo ambiente que senti na Costa do Marfim ou no Gabão. Não sei como explicar, mas nesses países, a cada segundo do torneio, sentíamos que estávamos num torneio. As pessoas, quando andávamos de autocarro antes dos treinos, acenavam-nos com bandeiras. Aqui não vemos nada, não existe ambiente, não existe o típico ambiente africano. Aqui, não o sinto", lamentou.

