Presidente do Aliados nega saída de jogador por razões políticas

Presidente do Aliados nega saída de jogador por razões políticas
Filipa Mesquita

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Declarações de Filipe Carneiro, presidente do Aliados de Lordelo, a propósito da suposta saída do jogador Jorginho, apoiante da candidatura do movimento "Juntos Por Paredes, por razões políticas, um dia após as eleições autárquicas.

Decisão da equipa técnica: "Foi uma decisão exclusiva da equipa técnica, que já há muito tempo me tinha alertado que não queria contar com o atleta em causa. Infelizmente, culminou um dia após as eleições, onde o treinador chamou o diretor desportivo e conversou connosco, direção, e disse que não queria mais contar com aquele atleta e que não confiava nele. Foram apresentadas todas as argumentações, e nós não tivemos outra alternativa se não chamar o atleta e transmitir-lhe precisamente isso. Não tinha qualquer sentido manter um ativo como o Jorginho, sem ser para contar com ele".

Nega haver razões políticas: "Estou na política há 20 anos, tenho um atleta internacional, o Mário Sérgio, que é treinador da nossa equipa de juniores e que também estava nessa lista, e ele continua connosco. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Se fosse esse tipo de raciocínio, o mesmo se tinha passado com o Mário Sérgio, não tenho motivo para o dispensar. Quando me são apresentadas por parte da equipa técnica todas as razões e mais algumas, eu tenho de tomar uma posição. Não tenho nada contra o Jorginho, pelo contrário, não tenho nada a apontar-lhe".

Criticas: "Estão aqui a fazer um linchamento público ao meu caráter e à minha pessoa que tem sido muito desgastante, por uma situação que não tem nada a ver com política, mas sim com a gestão do clube. Quem me conhece sabe que nunca fiz este tipo de discriminação. Neste caso, o timing não foi o melhor, mas o calendário desportivo não pode estar dependente do calendário eleitoral".

Ameaças: "Tenho recebido ameaças à minha integridade física e da minha família. Não tenho nada contra o Jorginho, foi uma opção de gestão. Estive eu e três diretores a falar com o Jorginho durante mais de 45 minutos, explicamos-lhe tudo. É um linchamento público. É uma vingança pessoal. Isto surge num momento bom do clube, só para desestabilizar".