
Ricardo Esgaio continua na agenda do Sporting, mas neste momento as diferenças são grandes
Ivan Del Val/Global Imagens
Lateral de 28 anos conhece as ideias do técnico e garante capacidade, versatilidade e adaptação rápida a uma casa que bem conhece. Negociações entre os dois clubes têm sido duras.
Rúben Amorim frisou no final da temporada passada não haver ninguém da formação que possa subir e ocupar a posição de lateral-direito, firmando, publicamente, a vontade de contar com um ala capaz de ser alternativa a Pedro Porro. E esse desejo continua a ser comunicado continuamente à Direção, pese as dificuldades negociais reconhecidas e sabidas.
Frederico Varandas e Hugo Viana, presidente e diretor desportivo do Sporting, sabem que Rúben Amorim gosta das características de Esgaio, sabem que o lateral não precisará de muito tempo para se adaptar às ideias de jogo e que já integrou uma linha de cinco defesas com o atual treinador do Sporting quando esteve no Minho. Os leões, cientes da dureza do processo, têm outros jogadores referenciados, como acontece com qualquer posição, porém, ao que O JOGO apurou, o clube continua num jogo de paciência para negociar o atleta de 28 anos, pelo qual, neste momento estão dispostos a ir até aos 5 M€.
As relações negociais com António Salvador têm sido profícuas. Os arsenalistas compraram Borja por 3 M€ - os leões ainda ajudam a pagar parte do salário - e o Braga recebeu Sporar por empréstimo, isto enquanto o Sporting adquiriu Paulinho por 16 M€. Ora, Esgaio, que foi envolvido no negócio de Battaglia, quando o argentino em 2017 rumou ao Sporting por 4,5 M€, continua a ser cobiçado pelo clube que o formou. Os leões tentam novamente incluir jogadores de modo a baixar a fasquia dos 10 M€, mas António Salvador não desarma.
Braga estabelece fasquia dos 10 M€ por Esgaio e não aceita inclusão de jogadores no negócio. Sporting joga com a paciência
O Sporting considera esse um valor elevado para investir num jogador para aquela posição, já tendo decidido investir em Porro primeiramente. Ainda assim, o negócio de Esgaio está longe de ter caído e o pedido expresso de Amorim vai merecer um forcing por parte dos responsáveis verdes e brancos, que continuam a trabalhar nas sondagens ao mercado cientes de que, em ano de Europeu, os negócios arrastam-se até final da competição.
As possíveis valorizações de Nuno Mendes, de Pote ou Palhinha, por exemplo, devem ser tidas em equação, sendo que, dos excedentários, o Sporting tenciona realizar pelo menos 10 M€. Jovane e Matheus Nunes são negociáveis e podem render 30 M€ em conjunto. Logo, Esgaio continua um negócio possível.
