O onze provável do Sporting contra o Gil Vicente no arranque da 17.ª jornada da I Liga

Rui Borges
Sporting CP
Sem pensar em nova dobradinha, admite algo grande no horizonte. Recuperar jogadores é prioritário. Nas primeiras horas de 2026, Rui Borges enfrentou os jornalistas pela visão do que espera do Gil Vicente, reconhecendo a organização do rival de Barcelos. Não se alongou em desejos de ano novo.
Onze provável do Sporting: Rui Silva; Fresneda, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio e Ricardo Mangas; Hjulmand e João Simões; Trincão, Ioannidis e Maxi Araújo; Luis Suárez.
Rui Borges espera um duelo difícil diante da equipa sensação do campeonato, que acredita que se apresentará diante dos leões com mais cautelas. Ausência de Pablo Felipe "não muda nada" no entender do treinador leonino, comedido a pedir desejos para 2026, dando ênfase à dimensão da saúde, embora o Sporting desafie grandes conquistas. Jogo inaugura a ronda 17 da I Liga e está agendado para as 18h45 desta sexta-feira.
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O Gil Vicente é uma equipa muito ofensiva. Espera que mantenha essa faceta?
-Está a fazer um campeonato extraordinário. Na primeira volta bateu o recorde pontual e é uma equipa bem organizada em todos os momentos do jogo. Em jogos pressiona alto, noutros anda com um bloco médio à espera de gatilhos de pressão. Acreditamos que vai variar um pouco e manter um bloco médio, bem posicionado. Tem avançados com características boas, médios dinâmicos, uma linha defensiva muito forte em termos físicos... É uma equipa equilibrada.
Fala-se que o Gil Vicente perderá o Pablo para Inglaterra. Isso cria dúvidas na equipa técnica?
-Para nós, não muda nada. O Pablo voltou agora e tinha jogado o Varela. São dois jogadores diferentes, mas com qualidade. Jogarão com onze, são uma equipa muito ligada e sabem o que têm de fazer. Estamos mais focados no coletivo do que no individual. Vamos ter de estar super concentrados para ultrapassar uma equipa que está a fazer um belíssimo campeonato.
Esta viragem de ano implicou desejos para maio?
-Pedi saúde para mim e para os meus. É a única coisa que peço sempre. A felicidade está nas pequenas coisas e, se tivermos os nossos bem e do nosso lado, por mim está tudo bem. Mais do que maio, isso é trabalho. Se tiver saúde, vou fazer por isso.
Se tivesse ao dispor três desejos desportivos, quais seriam?
-Os meus desejos, para já, passam por continuar no Sporting porque estou muito feliz onde estou e sou um felizardo por fazer aquilo que amo num grande clube. O resto é trabalho e acreditar no trabalho e no crescimento. Queremos ficar na história do Sporting e lutar por tudo em que estamos inseridos. Sabemos que não vamos ganhar sempre, mas não é por isso que deixaremos de ser uma grande equipa, um grande plantel, um grande grupo e uma equipa técnica competente. O meu desejo é mesmo saúde para continuar a fazer aquilo que mais gosto.
Nunca ninguém logrou duas dobradinhas consecutivas, é um objetivo que emerge para marcar a hegemonia do Sporting?
-Como é lógico, o Sporting quer vencer todos os troféus. Vamos fazer muito por isso. Vamos lutar até ao final do campeonato. Não estou focado em fazer história com duas dobradinhas. Quero ganhar o próximo jogo, sempre fui assim.
Tem potenciado jogadores, o que precisa, concretamente, olhando a este mercado de transferências?
-Preciso de recuperar os meus, esse é o princípio. Não estou obcecado com nenhuma posição. Se acrescentarmos algo ou alguém numa posição específica, será sempre numa perspetiva de futuro e não pelas ausências de agora ou pelas lesões. Será sempre por um conhecimento de que poderá dar algo no imediato, mas mais numa perspetiva futura de nos tornar mais fortes. Não estou obcecado com isso nem preocupado com o mercado. Jogadores têm correspondido e acreditam muito uns nos outros.
Teve Gyokeres a época passada, agora tem Luis Suárez, qual entende ser o melhor?
-São jogadores diferentes e dão coisas diferentes. O Viktor marcou a história do Sporting e do campeonato português e acredito que o Luis também irá marcar. São jogadores diferentes e sou um sortudo por trabalhar com Gyokeres, com Luis Suárez e com o Ioannidis, que nos dão muito do que é o coletivo e das dinâmicas que queremos implementar.
"Melhor equipa é a minha, mas é o FC Porto quem está em vantagem"
Questionado sobre qual a melhor equipa a praticar futebol em Portugal, Borges realçou que a sua reposta será sempre o Sporting. No entanto, no momento atual, reconheceu estar o FC Porto em vantagem. "Para mim, é fácil. A melhor equipa será sempre a minha, mas naquilo que é a melhor equipa atual, é o FC Porto que está em primeiro. Eu nunca tiro mérito. O ano passado nós íamos à frente e punham em causa a nossa qualidade, mas eu dizia que éramos os melhores", afirmou, avaliando a corrida do Benfica: "É candidato. A época passada é demonstrativo disso. Estivemos a oito pontos do segundo classificado. Falta muito ponto por disputar. O Benfica mantém-se na corrida, por maior que seja a diferença pontual. Já vi acontecer muita coisa".
Problema físico de Blopa sem explicações
O técnico leonino atualizou, ontem, o boletim clínico do Sporting e deu a conhecer mais uma ausência por lesão. O jovem Salvador Blopa junta-se aos restantes indisponíveis no departamento médico dos leões, no entanto, questionado sobre a gravidade da situação do jogador, Rui Borges rejeitou dar mais pormenores sobre o problema físico em questão.
Não há a figura de polícia a controlar excessos
A época festiva não assustou o Sporting e Rui Borges assegurou que não precisou de dar indicações aos jogadores. "Não pedi qualquer cuidado. Eles sabem as responsabilidades que têm, são profissionais e sabem o que podem ou não fazer. Não sou polícia. Têm de ter cuidados com descanso e alimentação, mas isso faz parte do dia a dia", contou o treinador da equipa sportinguista.

