
Dai Baldé
Dai Baldé, médio de 19 anos e internacional A pela Guiné-Bissau, soma nove jogos e dois golos na Liga Revelação pelo Rio Ave e tem dado nas vistas na formação de José Pedro Pinto
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Sete anos não passam em vão. Dai Baldé, médio de 19 anos, internacional pela Guiné-Bissau e um dos capitães da equipa sub-23 do Rio Ave, é a prova disso. Em Vila do Conde cresceu dentro e fora do campo. Esta época já soma nove jogos e dois golos na Liga Revelação, números que só arranham a superfície do impacto que tem na equipa. "O futebol é muito ingrato. Num dia és o melhor, noutro já não vales nada", lembra Baldé, natural de Vila Nova de Gaia.
Esta constatação marcou-o. Aprendeu que a estabilidade emocional é tão vital quanto a técnica ou a força física. "Tento lembrar-me disto sempre. Quer as coisas corram bem, quer corram mal, tudo pode mudar num instante. E é preciso estar sempre preparado." O percurso do médio na formação de Vila do Conde tem exigido coragem e sacrifício. "Tem sido uma experiência desafiante, mas muito positiva, tanto a nível profissional como pessoal. Evoluí muito como atleta, mas acima de tudo como pessoa. Olhando para trás, sinto que cresci de forma consistente e isso é o mais importante", revela.
A O JOGO, Baldé admite que o presente traz confiança, mas também exigência. "Estou a passar por um bom momento, é verdade, mas sei que ainda há muito espaço para melhorar. Os dois golos que marquei deram-me confiança, mas o mais importante é a equipa. Acredito que os melhores momentos ainda estão para vir", admite o jogador que, antes, começou no Estarreja e passou pelo Varzim. Os desafios de um jovem jogador à procura de espaço na equipa principal são diários e Baldé sabe que a luta por um lugar entre os melhores não é fácil. "O desafio é acordar sempre com vontade de fazer por isso, acreditar, mesmo quando nada corre como queremos ou sentimos que não somos valorizados. Dar tudo, trabalhar e ser resiliente, é assim que as oportunidades surgem. Depois, é só agarrá-las", resume.
Quanto à campanha, o capitão mantém a cabeça fria, mesmo com o Rio Ave em sexto na Série A da Liga Revelação. "A classificação não é o mais importante. Entramos sempre para ganhar, mas os resultados nem sempre correspondem. O objetivo principal é formar e desenvolver jogadores. Somos uma equipa jovem, muitos de nós a jogar juntos pela primeira vez, o que exige adaptação. Mas prometo entrega total, os resultados acabarão por aparecer", remata.
Jogar com e sem bola são atributos de um médio moderno
Para Dai, um médio moderno precisa muito de mais do que técnica. "Tem de jogar com e sem bola, estar bem fisicamente e conseguir impor intensidade no jogo. É o pulmão da equipa. Eu procuro evoluir defensivamente, que considero o meu ponto forte, e trabalhar os aspetos menos desenvolvidos, como jogar sob pressão com a bola", relata a O JOGO.
