
António Silva e Boateng
Miguel Pereira/Global Imagens
Álvaro Magalhães reconhece que "a máquina continuou a rolar" após a saída de Enzo Fernández, elemento preponderante do conjunto comandado pelo alemão Roger Schmidt na primeira metade da temporada,
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Álvaro Magalhães, de 62 anos, examina dois rivais "muito semelhantes" em comparação com a partida da primeira volta, em 21 de outubro de 2022, quando as 'águias' triunfaram no Porto com um golo de Rafa (1-0), tendo a expulsão com duplo cartão amarelo de Stephen Eustáquio deixado os anfitriões em inferioridade numérica desde os 27 minutos.
"Até agora, o Benfica melhorou substancialmente. As suas rotinas cresceram e os atletas subiram de forma, jogam de olhos fechados e sabem ocupar bem os espaços. Acho que os dois clubes têm mais ritmo competitivo, mas são as mesmas equipas. Se o Benfica apresenta uma base mais sólida, o FC Porto teve algumas baixas ultimamente", avaliou.
O ex-defesa internacional português reconhece que "a máquina continuou a rolar" após a saída de Enzo Fernández, elemento preponderante do conjunto comandado pelo alemão Roger Schmidt na primeira metade da temporada, que foi vendido em janeiro ao Chelsea por 121 milhões de euros (ME), na sequência do cetro mundial vencido com a Argentina.
"O Benfica vale pelo seu todo e tem um coletivo a funcionar em pleno. O Gonçalo Ramos foi colocado anteriormente numa posição que não é dele, mas vai demonstrando que é o verdadeiro ponta de lança e está em grande forma. O João Mário evoluiu em 101% a sua parte psicológica e tem atravessado um dos melhores momentos da carreira. Ambos são grandes referências da equipa e estão em destaque, pois marcam mais golos", recordou.
Álvaro Magalhães fazia menção aos dois melhores marcadores da I Liga, ambos com 17 tentos, que têm sobressaído igualmente no percurso do emblema da Luz até aos quartos de final da Liga dos Campeões, cuja primeira mão vai ser disputada na terça-feira frente ao Inter, carrasco do FC Porto na ronda passada (1-0 em Itália e 0-0 no Dragão).
"Um jogo não influenciará o outro. O clássico é importante, porque é o próximo. Aliás, o treinador do Benfica tem mantido a base e não tem feito grandes alterações. É o segredo para se ter sucesso. O Benfica vai manter o ritmo e só irá pensar na Champions após o duelo com o FC Porto. É jogo a jogo e nem faz sentido estar a alterar a equipa", indicou.
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Vencedor de quatro campeonatos, quatro Taças de Portugal e duas Supertaças com os 'encarnados', o ex-defesa espera celebrar o regresso do clube aos êxitos cerca de quatro anos depois, fase na qual o FC Porto arrebatou sete dos 13 títulos nacionais atribuídos.
A época até trouxe dissabores nos quartos da Taça de Portugal (derrota em Braga nos penáltis, por 4-5, após 1-1 no final dos 120 minutos) e na primeira fase da Taça da Liga, mas a SAD liderada por Rui Costa concedeu "um prémio justo" ao futebol exibido pelas águias na última semana, ao renovar o contrato de Roger Schmidt até junho de 2026.
"O Benfica deu um passo de gigante. Foi uma aposta fantástica e tenho de parabenizar toda a administração, especialmente Rui Costa e [o diretor-geral] Lourenço Coelho, pela forma como geriram a situação. Se calhar, alguns 'tubarões' poderiam estar em cima do treinador, mas acabou-se de vez com as dúvidas. A renovação eleva a responsabilidade do treinador, dos atletas e da estrutura, mas, sobretudo, tranquiliza os adeptos", admitiu.
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