SAD do FC Porto reduz prejuízos e volta a cumprir acordo com a UEFA

SAD do FC Porto reduz prejuízos e volta a cumprir acordo com a UEFA
Bruno Filipe Monteiro

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Resultado líquido total é de 28,4 milhões de euros de prejuízo, mas, para efeitos do acordo celebrado com o organismo que tutela o futebol europeu, contam apenas 17,2 milhões.

A SAD do FC Porto apresentou esta quinta-feira os resultados financeiros referentes ao exercício de 2017/18, registando um prejuízo de 28,4 milhões de euros, valor que representa uma melhoria de 6,8 milhões de euros face ao exercício anterior, no qual o resultado líquido se havia cifrado em 35,3 milhões negativos.

No entanto, para efeitos do acordo celebrado com a UEFA, apenas contam 17,2 milhões destes 28,4 milhões de prejuízo, já vez que os restantes 11,2 milhões dizem respeito a custos que o organismo que tutela o futebol europeu não considera. Assim, os dragões voltaram a cumprir as regras estabelecidas no "Settlement Agreement", com uma folga de sensivelmente três milhões de euros, uma vez que neste exercício poderiam apresentar um resultado negativo até 20 milhões de euros. No próximo, recorde-se, terá de ser inferior a 10 milhões de euros.

Em termos de transações de passes de jogadores, o FC Porto registou um aumento de 21 por cento em relação ao ano fiscal anterior, saltando para os 50,02 milhões de euros, provenientes das vendas de Diogo Dalot (Manchester United) por 22 milhões de euros, de Ricardo Pereira (Leicester) por 20 milhões, de Boly (Wolverhampton) por 12 milhões e de Indi (Stoke City) por 7,7 milhões.

Os custos com o pessoal passaram de 73,2 milhões de euros em 2016/17 para 78,8 milhões em 2017/18, números explicados por Fernando Gomes, administrador da SAD azul e branca para a área financeira, com o pagamento de cerca de seis milhões de euros em prémios ao grupo de trabalho (jogadores, treinadores, etc.) pela conquista do título nacional.

O EBITDA da SAD azul e branca aumentou para os 27,921 milhões de euros.