Operação Fora de Jogo: jogadores, agentes, advogados e dirigentes entre os 47 arguidos

Operação Fora de Jogo: jogadores, agentes, advogados e dirigentes entre os 47 arguidos
Redação

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Comunicado da Procuradoria-Geral da República (PGR)

As buscas realizadas esta quarta-feira no âmbito da operação Fora de Jogo resultaram na constituição de 47 arguidos - 24 pessoas coletivas e 23 pessoas singulares -, entre eles, futebolistas, agentes ou intermediários, advogados e dirigentes desportivos. A informação é da Procuradoria Geral da República.

Em causa estão suspeitas da prática de factos susceptíveis de integrarem crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou esta quarta-feira a realização de buscas em diversas sociedades de clubes de futebol, dirigentes, escritórios de advogados e agentes intermediários, no âmbito da operação Fora de Jogo.

A operação em curso baseia-se num inquérito dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) do MP e numa investigação a cargo da Direção de Serviços de Investigação da Fraude e de Ações Especiais (DSIFAE) da AT.

Ainda segundo a PGR, em causa estão "factos suscetíveis de integrarem a prática de crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais".

As SAD de Benfica, FC Porto, Sporting, Sporting de Braga e Vitória de Guimarães confirmaram a realização de buscas, atestando a disponibilidade para colaborarem com as autoridades. Também as casas de Jackson e de Casillas foram alvo de investigação.

Comunicado na íntegra

"Ao abrigo do disposto no art.º 86.º, n.º 13, al. b) do Código de Processo Penal, informa-se: No âmbito da designada operação "Fora de Jogo", que corre termos no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e cuja investigação está a cargo da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), foram constituídos 47 arguidos (24 pessoas coletivas e 23 pessoas singulares), entre os quais jogadores de futebol, agentes ou intermediários, advogados e dirigentes desportivos.

Em causa estão suspeitas da prática de factos suscetíveis de integrarem crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais. No inquérito investigam-se negócios do futebol profissional, efetuados a partir do ano de 2015, e que terão envolvido atuações destinadas a evitar o pagamento das prestações tributárias devidas ao Estado português, através da ocultação ou alteração de valores e outros atos inerentes a esses negócios com reflexo na determinação das mesmas prestações.

No decurso da operação foram realizadas, em 56 locais, 40 buscas domiciliárias e 31 buscas não domiciliárias, designadamente, em diversos clubes de futebol e respetivas sociedades e 5 buscas a escritórios de advogados. Estas diligências decorreram em vários pontos do território nacional e envolveram 11 magistrados do Ministério Público do DCIAP, 7 magistrados judiciais, 101 inspetores Tributários e 181 militares da Unidade da Ação Fiscal da Guarda Nacional Republicana (GNR).

A Polícia de Segurança Pública prestou também a sua colaboração."