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Ataque à Academia: todos os arguidos em liberdade, mas com três condições

Mustafá no Tribunal de Monsanto Pedro Rocha / Global Imagens

Outra decisão do dia: a leitura do acórdão do ataque a Alcochete deverá ter lugar a 29 de maio, data sujeita aos efeitos da pandemia de Covid-19.

Todos os arguidos do ataque à Academia do Sporting, em Alcochete, passam a estar sob a mesma medida de coação, o que significa, desde logo, a libertação de Aleluia, único que ainda estava detido.

A partir da decisão tomada esta sexta-feira, os arguidos passam a estar, além do termo de identidade e residência, obrigados a apresentação semanal e proibidos de frequentar recintos desportivos.

Outra decisão do dia: a leitura do acórdão do ataque a Alcochete deverá ter lugar a 29 de maio, data sujeita aos efeitos da pandemia de Covid-19.

A juíza Sílvia Pires, no final da sessão, que decorreu no Tribunal de Monsanto, alterou as medidas de coação dos arguidos que se encontravam em prisão domiciliária e de Elton Camará ('Aleluia'), que se encontrava em prisão preventiva.

Todos os arguidos ficam agora sujeitos ao termo de identidade e residência, a apresentações semanais e proibidos de frequentar recintos desportivos.

O processo do ataque à Academia do clube, em Alcochete - onde, em 15 de maio de 2018, jogadores e equipa técnica do Sporting foram agredidos por adeptos ligados à claque 'leonina' Juve Leo --, tem 44 arguidos, acusados de coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

O Ministério Público pediu na quarta-feira a absolvição de Bruno de Carvalho, Nuno Mendes 'Mustafá' e Bruno Jacinto, acusados da autoria moral da invasão à Academia do Sporting, em Alcochete.

O antigo presidente do clube, o líder da claque e o Oficial de Ligação aos adeptos, respetivamente, estavam acusados de ter incitado os outros 41 arguidos do processo a invadir a Academia e a agredir os jogadores em 15 de maio de 2018.

Para os restantes 41, a procuradora Fernanda Matias pediu penas não superiores a cinco anos, suspensas para os arguidos primários e efetivas para os que têm antecedentes criminais.

Redação