
Lando Norris, Oscar Piatri e Max Verstappen
EPA
Só por uma vez, em seis edições do Mundial tão emotivas como esta, o piloto que entrou no último Grande Prémio como líder foi campeão. Em 1959!
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Este domingo será a sétima vez que três ou mais pilotos chegam ao último Grande Prémio a discutir o título de Fórmula 1. A luta entre Lando Norris, Max Verstappen e Oscar Piastri, que só se decidirá em Abu Dhabi, entra assim para a lista das mais emotivas de sempre, que tem uma curiosidade inesperada.
Incrivelmente, nas seis épocas anteriores com pelo menos três na luta pelo título até ao final, só em 1959, com Jack Brabham a bater Stirling Moss e Tony Brooks, o que partira para última corrida em primeiro foi campeão. Em 1950 (Giuseppe Farina bateu Fangio e Fagioli), 1964 (John Surtees superou Jim Clark e Graham Hill), 1986 (Alain Prost ganhou a Nigel Mansel e Nelson Piquet), 2007 (Kimi Raikkonen) e 2010 (Sebastian Vettel), o troféu foi sempre para um piloto que recuperou.
O título de Raikkonen, último da Ferrari, foi face a Fernando Alonso e Lewis Hamilton, ambos das McLaren. O britânico, no seu ano de rookie, chegou ao Brasil com quatro pontos de vantagem sobre o espanhol e sete em relação ao finlandês, para ser apenas sétimo, com Alonso em terceiro, ficando ambos a assistir a um duplo e saudoso triunfo da Ferrari.
Em 2010, na única ocasião em que a última corrida teve quatro pilotos a lutar pelo troféu máximo, Fernando Alonso tinha passado para a Ferrari e chegou a Abu Dhabi com mais oito pontos do que Mark Webber e 15 do que Sebastien Vettel, estes colegas na Red Bull. Lewis Hamilton, em McLaren, estava a 22 e as suas hipóteses eram meramente matemáticas. Vettel liderou sempre, à frente de Hamilton e Alonso, mas este foi cedo trocar de pneus (15.ª volta), uma decisão desastrosa, pois ficou "preso" em 12.º durante 30 voltas, terminando em sétimo.
Foi o primeiro dos quatro títulos de Vettel e o início da era Red Bull - interrompida pela Mercedes, mas com oito títulos de pilotos até agora -, num grande aviso para Lando Norris. Até porque o engenheiro de Alonso nesse ano era, imagine-se, Andrea Stella, o atual diretor dos McLaren!

