Estância de esqui de Crans-Montana na candidatura suíça aos Jogos de Inverno 2038

Estância de esqui de Crans-Montana
AFP
A até agora única pretendente a acolher os Jogos de 2038 pretende realizar as provas de esqui alpino em Crans-Montana, no cantão de Valais, que centrou as atenções recentemente, devido ao incêndio que, na passagem de ano, num espaço de diversão noturno, feriu ainda 116 pessoas, muitas dos quais em estado grave, a sua maioria adolescentes.
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A estância de esqui de Crans-Montana, recentemente reconhecida pelo incêndio que vitimou 40 pessoas, integra a lista de infraestruturas da candidatura da Suíça à organização dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2038.
A até agora única pretendente a acolher os Jogos de 2038 pretende realizar as provas de esqui alpino em Crans-Montana, no cantão de Valais, que centrou as atenções recentemente, devido ao incêndio que, na passagem de ano, num espaço de diversão noturno, feriu ainda 116 pessoas, muitas dos quais em estado grave, a sua maioria adolescentes.
O projeto helvético prevê que St. Moritz e Engelberg acolham a maioria das provas, Lenzerheide o biatlo e as principais cidades seriam igualmente sedes da competição.
Assim, Genebra acolheria o curling e a patinagem de velocidade, Lausana a patinagem artística e as corridas em pista curta, enquanto o torneio de hóquei no gelo seria partilhado por Zurique, Zug e Lugano.
Caso sejam votados pelo Comité Olímpico Internacional (COI), os Jogos Olímpicos de 2038 seriam os primeiros em que a sede seria um país inteiro.
No desastre do fim de ano, além das vítimas mortais suíças destacaram-se, em termos de nacionalidades, sete franceses e seis italianos, bem como uma cidadã portuguesa.
O incêndio no Le Constellation teve origem em velas pirotécnicas acesas em garrafas de champanhe e aproximadas do teto, revestido por uma espuma altamente inflamável que, em poucos minutos, devastou o local, designadamente a cave, onde se encontravam muitos jovens a festejar e que não perceberam de imediato a gravidade da situação.
O município de Cras-Montana admitiu não ter feito controlos e inspeções no local durante seis anos, entre 2020 e 2025, pelo que também corre o risco de ser responsabilizado.

