Ingleses arrasam comportamento do Atlético frente ao City: "Vergonhoso"

Ingleses arrasam comportamento do Atlético frente ao City: "Vergonhoso"
Redação

Jogo da segunda mão dos quartos de final da Champions marcado por uma grande confusão nos minutos finais e também no tunel de acesso aos balneários.

Os derradeiros minutos do duelo entre Atlético e City transformaram o Wanda Metropolitano numa panela de pressão e ficaram marcados por cenas pouco habituais em partidas de Champions. Revoltado com as alegadas perdas de tempo dos jogadores do conjunto inglês, Diego Simeone até entrou no terreno (foi amarelado), espicaçou os ânimos com aplausos irónicos à atitude do adversário e incendiou as bancadas, provocando um ambiente infernal numa última tentativa de desestabilizar o City.

A estratégia acabou por não resultar no desejado golo e a comitiva do campeão inglês explodiu em festejos perante insultos de um público que encheu a casa colchonera - a bancada "fechada" pela UEFA foi aberta após recurso ganho no TAS - e um clima de confrontação de jogadores e equipa técnica do Atlético. Este foi especialmente notório no túnel de acesso aos balneários, onde a polícia teve de intervir para separar Vrsaljko - que cuspiu e atirou um colete na direção dos jogadores do City - e Walker.

Em Inglaterra as análises não foram meigas para com a equipa espanhola, que disse adeus à Champions após o empate a zero em casa. "Comportamento vergonhoso dos jogadores do Atlético. Deviam ter vergonha. Falando de futebol, fizeram com que o City jogasse de uma maneira que não víamos há muito tempo, tirando-lhes o ritmo. Algumas coisas que vimos nos últimos minutos não são o que queremos ver num campo de futebol", afirmou Rio Ferdinand, antigo internacional inglês que brilhou no Manchester United.

Os jornais também não pouparam a formação de Diego Simeone. "Loucos, maus e perigosos", escreveu o "Mirror". "Um City maltratado mantém-se firme na Champions perante um Atlético vergonhoso", lê-se ainda.

"Não se pode tolerar os últimos dez minutos, não é algo que se queira ver num treinador e numa equipa de élite", referiu Joleon Lescott, antigo central dos citizens.