
Tomás Händel reforçou o Estrela Vermelha esta época
ENTREVISTA, PARTE III - Médio do Estrela Vermelha sublinha, em entrevista a O JOGO, que foi muito bem recebido em Belgrado, embora haja uma maior distância
Que principais diferenças é que encontrou?
-Em primeiro lugar, a organização do clube. Acho que nós, no ocidente, nas principais ligas europeias e principalmente em Portugal, somos bem mais organizados. Não só em recursos humanos, como em infraestruturas. Depois, sou uma pessoa muito profissional, muito. E eu notei logo diferenças na mentalidade deles relativamente à comida, à nutrição. Eles vivem o futebol um bocadinho de forma diferente de nós. Vivem muito intensamente aqui, mas em relação a esses pequenos pormenores, sinto diferenças relativamente ao Vitória e a Portugal. Relativamente ao país, a cultura é completamente diferente. Os sérvios foram muito recetivos e simpáticos, mas são um povo mais frio, um bocadinho mais distantes. Senti um pouco essa diferença. Quanto ao futebol, falando em aspetos táticos e de jogo, sinto que aqui é muito mais partido. Há muito mais contra-ataques e as equipas não são tão organizadas taticamente.
É mais físico?
-Sinceramente, é parecido. Sinto é que não há tanta riqueza tática na Sérvia como havia em Portugal.
Sente que esta mudança o pode tornar um jogador mais completo?
-Sem dúvida. Foi das principais coisas que me fez vir para cá, saber que vou sair daqui um jogador melhor. Diferente e melhor. Tenho a oportunidade de jogar com jogadores que têm uma carreira incrível. Temos muito bons jogadores, uma equipa com muita qualidade. E eles acabam por nos mostrar como foram as carreiras, como se comportam no dia-a-dia, o que tiveram de fazer. E isso é ótimo. Depois, lá está, o facto de me ter de adaptar ao futebol, à parte mais de contra-ataques, a um jogo dividido, faz com que eu também acrescente um bocadinho às minhas qualidades como jogador. E estou a ter também a minha primeira experiência de jogar a Liga Europa. Eu nunca tinha jogado a Liga Europa, só no Vitória é que tinha jogado a Liga Conferência. E uma das coisas que me fez vir para aqui foram as competições europeias, a visibilidade que têm. E tem sido muito bom. A Liga Europa tem equipas com muita qualidade e acho que é um espaço onde se pode evoluir muito. Sinto que tem acontecido.

