
Abdoulay Fall após a conquista da CAN pelo Senegal
Instagram/Abdoulay Fal
Abdoulaye Fall, presidente da Federação Senegalesa de Futebol, acusou a congénere marroquina de ter uma grande influência sobre a Confederação Africana de Futebol, depois de ter vencido o país anfitrião na final da CAN'2025
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Abdoulaye Fall, presidente da Federação Senegalesa de Futebol (FSF), voltou a falar este domingo sobre a conquista da CAN'2025 por parte do Senegal, depois de uma final polémica em que venceu o anfitrião Marrocos no prolongamento (1-0).
Em declarações citadas pelo jornal "Le Soleil", o dirigente acusou Marrocos de exercer uma grande influência sobre a Confederação Africana de Futebol (CAF), responsável pela organização da CAN.
"Marrocos controla a CAF, é preciso dizer isso. Eles controlam tudo e decidem tudo. Não há nenhum país que se tenha oposto a Marrocos como o Senegal fez", apontou.
Fall sustentou esta acusação recordando a forma como a CAF tentou impor à seleção senegalesa o complexo Mohammed VI para estagiar durante a CAN'2025, o que recusou, considerando que treinar lá colocaria a equipa vulnerável a "espiões" de outras seleções. "Quando Abdoulaye Sow [secretário-geral da FSF] me informou disso, eu disse-lhe claramente: não vamos lá. Ficaríamos totalmente expostos. O menor detalhe pode ser observado", justificou.
Queixando-se também de falta de segurança na forma como o Senegal foi recebido em Rabat, Fall apontou o dedo a Faouzi Lekjaa, presidente da Real Federação Marroquina de Futebol, tal como a responsáveis da CAF, com base numa reunião que teve para expressar essas preocupações: "Todos se passavam a responsabilidade uns aos outros. Naquele momento, percebi que estavam a enganar-me".
De resto, Fall referiu que a CAF não cumpriu os prazos mínimos estabelecidos pelo seu regulamento para a designação do árbitro da final da CAN, o que, na sua opinião, não foi por acaso: "O regulamento prevê um prazo mínimo para poder recusar um árbitro, mas só fomos informados na véspera da final, às 22h00". Assim, uma carta de protesto da seleção senegalesa acabou por chegar à CAF com o jogo com Marrocos já em andamento. Assim, reforçou: "Eles têm os meios e muitos países não se atrevem a ir contra a sua vontade".

