
Pep Guardiola
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Treinador do Manchester City mostra-se satisfeito com o momento da equipa na Premier League e na Liga dos Campeões, mas avisa que terá de melhorar se quer lutar por títulos no fim da época
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O Manchester City, com os internacionais portugueses Rúben Dias, Matheus Nunes e Bernardo Silva a titulares, subiu este sábado provisoriamente à liderança da Premier League ao vencer por 3-0 em casa do West Ham, treinado por Nuno Espírito Santo, com golos de Erling Haaland (bisou) e Tijjani Reijnders.
Após o jogo, o técnico dos "citizens" mostrou-se satisfeito com este resultado e com a posição da sua equipa na Premier League e na Liga dos Campeões, mas avisou que terá de melhorar as suas exibições se quer lutar por títulos no final da época.
"Eu tenho sempre de agradecer a Erling [Haaland] por golos, mas hoje graças a ele e a Phil [Foden] e Nico O'Reilly... eles ajudaram-nos a fazer imenso neste tipo de jogo. Defensivamente, estamos a melhorar, visualizando as coisas com a bola. A forma como atacas depende da forma como os adversários defendem e tens de estar nos sítios certos para seres mais fluido, não o fomos. Estamos em quarto na Liga dos Campeões e nas meias-finais da Taça da Liga, mas temos de melhorar na nossa forma de jogar com a bola, caso contrário, não será suficiente para chegarmos a março/abril e sermos candidatos a vencer títulos", começou por vincar.
"Quero ser honesto comigo mesmo e disse aos jogadores: 'Feliz Natal a todos, mas isto não chega se não melhorarmos.' Vamos estar lá. Se eles me seguirem, estaremos lá, mas temos de melhorar. Eu conheço o nível da Europa, da Premier League, conheço o Arsenal e outras equipas e sei o quão duro serão, isto não chega. O espírito está lá, na época passada não tínhamos espírito nem agressividade ou home, todos os atributos de que eles precisam. O próximo passo será ter Rodri de volta e temos de fazer várias coisas melhor", prosseguiu.
Salientando as ausências de Jérémy Doku, Mateo Kovacic, Omar Marmoush e Rayan Ait-Nouri neste desafio, Guardiola reforçou a crítica ao "jogo posicional" da sua equipa frente aos "hammers", apesar do triunfo.
"Tivemos quatro ou cinco jogadores da academia no banco. Nâo me interpretem mal, fico contente e estes tipos são 'top', seguem-nos e dão a sua vida, mas se querem atingir o próximo passo, se jogarem em forma de diamante, como hoje, ou num sistema de quatro ou cinco [defesas], há espaços de diferentes formas e tens de estar nos sítios certos. O jogo posicional vai definir a equipa. Hoje, não foi bom", concluiu.

