
Seleção de Israel
Jornal L'Équipe garante que os organismos querem manter a sua neutralidade política, ao contrário do sucedido com a Rússia
Apesar da forte pressão para suspender Israel e os clubes do país das competições internacionais, com o último intento a ser feito pela ONU na terça-feira, a UEFA e a FIFA não têm intenção ceder e atender esse pedido, optando por manter uma alegada neutralidade política, que não se verificou quando a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.
Assim, relata o L'Équipe, a UEFA não chegou a realizar uma reunião de emergência do comité executivo, como se especulou ontem, e mantém a sua próxima reunião para dia 3 de dezembro, em Nyon, na Suíça. A restrição da UEFA a Israel foi a de deslocar os jogos internacionais para fora do país, normalmente para a Hungria e a Sérvia. Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, já referiu que "não é a favor de proibir os atletas de participar em competições", acrescentando: "No caso da Rússia, constatamos que eles estão banidos há três anos e meio, e a guerra está ainda pior do que antes."
Quanto à FIFA, evita-se também abordar o tema e não se agendou qualquer reunião para abordar o apelo feito pela ONU, mas internamente a pressão aumenta, sobretudo perante a possibilidade de boicote de alguns países ao Mundial'2026 se Israel participar.

