
Carlo Ancelotti
Créditos: CBF
Atual selecionador do Brasil recordou na sua autobiografia, que será lançada em 1 de outubro, a forma como foi despedido do Bayern em 2017
Atual selecionador do Brasil após uma segunda passagem pelo Real Madrid, Carlo Ancelotti escreveu uma autobiografia, intitulada "O sonho: como ganhar a Liga dos Campeões", que incide sobre a sua carreira enquanto jogador e treinador e que será publicada a partir de 1 de outubro.
No entanto, o jornal Bild teve acesso a um excerto do livro e revelou algumas passagens em que o técnico italiano recorda o "despedimento mais implacável" da sua carreira, referindo-se à forma como deixou o Bayern em 2017, ao fim de 15 meses, depois de ter sido derrotado por 3-0 pelo Bayern na fase de grupos da Liga dos Campeões. Antes disso, tinha vencido a Bundesliga e duas Supertaças pelo gigante alemão.
Foi mesmo a partir desse sucesso inicial que Ancelotti inicia esta história: "Deixámos atrás a concorrência na Bundesliga, terminando com 15 pontos de vantagem, cinco mais do que Pep Guardiola havia conseguido em anos anteriores. No entanto, o Bayern não considerou isso um êxito. Era o mínimo que esperavam".
"Aquilo que foi completamente novo para mim foi trabalhar num clube que não se regia pelos caprichos de um único e carismático dono. Em vez disso, havia um grupo diverso, que representava os clubes tradicionais e lendários, com jogadores lendários. [Karl-Heinz Rummenigge, então presidente da direção desportiva] Era responsável por várias pessoas à vez. Custava dizer quem tinha mais poder e, depois de umas semanas, chamei inclusive Phillip Lahm à parte para pedir-lhe a sua opinião. Mas, como sempre, fiz todos os possíveis para manter a minha independência", explicou, revelando ainda que, um dia, recebeu ordens para impor mais disciplina aos jogadores, com "uma lista de cinco pontos que lhes deveria ler": "Fiquei em frente à equipa no balneário, tirei o papel do bolso e disse: 'Tenho ordens da Direção para ler esta lista'. Essa foi a minha forma de me distanciar dessa tarefa", contou.
A concluir, "Don Carlo" refletiu sobre o que aprendeu com a sua experiência na Baviera: "Não é preciso um presidente errático ou um proprietário imprevisível para ser despedido. Os acionistas de uma empresa também o podem fazer".

