Casemiro e o Mundial'2026: "França, Portugal e Espanha estão no ciclo há muito tempo..."

Casemiro
Veterano do Manchester United, onde é treinado por Rúben Amorim, considera que o Brasil tem jogadores com qualidade para jogarem em qualquer seleção, mas avisa que Carlo Ancelotti está no comando do "Escrete" há pouco tempo
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Casemiro, ex-médio-defensivo do FC Porto e Real Madrid que, aos 33 anos, é treinado por Rúben Amorim no Manchester United, falou em entrevista à Globo Esporte sobre as expetativas do Brasil para o Mundial'2026, avisando que, quando comparado com outras eventuais candidatas ao título, o "Escrete", comandado por Carlo Ancelotti está "atrasado", devido ao pouco tempo do italiano como selecionador, desde maio.
"Argentina, Espanha e França? Não acho que estamos abaixo dessa prateleira, até porque somos o Brasil. Quando digo que estamos atrasados, não é que não estamos a jogar bem. Até ao Mundial, o míster vai ter 40 dias connosco. Não sei especificamente quantos dias, mas a adaptação vai ter de ser mais rápida. Por isso é que digo que estamos atrasados", começou por alertar.
Casemiro defendeu que o Brasil, em termos de qualidade individual, tem jogadores capazes de integrarem "qualquer equipa do mundo", não devendo por isso ser descartado no torneio. Ainda assim, avisou que este terceiro Mundial da sua carreira, caso seja convocado, deverá ser mais difícil do que em 2018 e 2022.
"Em termos de futebol, de jogadores, de seleção, se formos analisar jogador por jogador... Alisson, Marquinhos, Bruno [Guimarães], Vini [Jr.], Rodrygo, temos jogadores que jogam em qualquer seleção, em qualquer equipa do mundo. Estamos bem servidos. Acho que temos jogadores para competir [no Mundial]. Quando digo que estamos atrasados, França, Portugal e Espanha estão no ciclo, com o mesmo treinador, com uma filosofia muito direta, há muito tempo juntos. Temos grandes jogadores em toda a Europa e em todos os melhores clubes do mundo", prosseguiu, refletindo: "Este vai ser o Mundial mais difícil porque o futebol está a equilibrar-se cada vez mais. Está muito no detalhe. Até mesmo as seleções de que muita gente não fala, que muita gente não coloca como favoritas, de certeza que vão dar muito trabalho. Por exemplo, a Croácia eliminou o Brasil [em 2022], Marrocos chegou a uma meia-final... E a tendência para o futebol é ficar cada vez mais difícil".

