Casemiro diz que o Brasil não pode abdicar de Neymar: "Se estiver bem..."

Neymar (créditos: EPA)
Extremo do Santos não representa a seleção brasileira há dois anos, mas o médio-defensivo garante que, se estiver bem "fisicamente e mentalmente", tem de ser uma opção indispensável para Carlo Ancelotti
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Neymar não representa a seleção do Brasil há dois anos, mas Casemiro defendeu esta segunda-feira que, se o extremo do Santos, de 33 anos, estiver bem a nível físico e mental, terá de ser convocado por Carlo Ancelotti para o torneio, comparando a sua qualidade à de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.
"Eu tive o prazer de jogar com craques. Joguei com o Cristiano na melhor fase, em que tudo o que ele tocava era golo. Joguei com Luka Modric, Toni Kroos, Marcelo, Bale, Benzema... Estamos a falar de mais de dez Bolas de Ouro, não é? E é inevitável colocar o Neymar nessa lista. Cada um faz o que quer dentro e fora de campo. O meu estilo de vida é outro, mais reservado, mas não podemos dispensar esse tipo se ele estiver bem. Eu sou um grande fã dele como jogador", assumiu o veterano médio-defensivo do Manchester United, ex-FC Porto e Real Madrid, em entrevista ao Globo Esporte.
Salientando que conhece Neymar "desde os 12 anos", Casemiro, atualmente com 33, defendeu a ética de trabalho do compatriota: "Não pode ser coincidência tudo que ele fez para o futebol, não podes ser assim só com o dom, tens de ter o trabalho, a dedicação... Ele é indispensável para qualquer seleção. Estando bem, ele seria muito importante para nós, porque é um tipo de outro mundo".
Nesse sentido, o veterano do United, onde é treinado por Rúben Amorim, vincou que não se importa nada se o Brasil tiver de "jogar para" Neymar no Mundial'2026, salientando que foi exatamente isso que a Argentina fez com Messi no torneio de 2022, que a "albiceleste" venceu.
"A Argentina fez isso com o Messi. Volto a dizer: os três do mundo deles [Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar], podes colocar o Neymar e fazer isso. Não é que o Neymar vá ficar parado e nós a correr. Não existe isso. Mas a Argentina fazia isso. O Julián Álvarez descia e o Messi ficava como falso nove. Eles defendiam em bloco baixo e o Messi ficava lá parado na frente. A qualidade destes jogadores é irrecusável, não se pode desperdiçar, é muito talento. E no futebol de hoje a linha de ganhares ou perderes é muito fina. Esses jogadores é que saem dessa linha. Contra a Croácia [nos quartos de final do Mundial'2022], por exemplo, o Neymar, num momento, fez um golo e pronto, solucionou o problema do Brasil naquele momento. O jogo estava trancado, estava difícil, e naquele momento ele fez um golaço e pronto, ficou 1-0 para nós", recordou.
Refira-se que Neymar, muito condicionado por problemas físicos, leva seis golos e três assistências em 23 jogos disputados este ano pelo Santos, que segue na 17.ª posição do Brasileirão, na zona de despromoção..

