Arteta faz apelo à Premier League: "É como dizer a um chef que não pode cozinhar..."

Mikel Arteta, treinador do Arsenal
EPA
Treinador do Arsenal pede que a Premier League aumente o número de convocados que cada equipa pode ter para jogos de 20 para 23 jogadores
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Mikel Arteta, treinador do Arsenal, fez esta sexta-feira um apelo à Premier League para que aumente o número de convocados que cada equipa pode levar para jogos, dos atuais 20 para 23 jogadores, dizendo que essa mudança beneficiaria o "valor e a saúde mental" dos atletas.
Em conferência de imprensa de antevisão à visita que fará ao Leeds no sábado (15h00), o técnico do atual líder do campeonato inglês apelou a que a Premier League "imite" o regulamento da Liga dos Campeões, que permite aos clubes convocarem 23 jogadores para cada jogo.
Christian Norgaard, médio-defensivo contratado no último verão ao Brentford, tem sido um exemplo de um jogador do Arsenal que tem falhado várias convocatórias na Premier League, onde soma apenas três jogos, com Arteta a apontar para o efeito que este tipo de ausências tem na saúde mental de quem se encontra em situações idênticas.
"De momento, há dois ou três jogadores que têm de ficar de fora do plantel. Isso é a realidade e não a posso mudar. São as regras. Esperemos que a Premier League, na próxima época, em vez de 18 jogadores de campo, metam 20. Imploro-lhes a partir daqui para que façam como na Liga dos Campeões, porque é muito melhor para gerir o plantel e manter o valor dos jogadores e a sua saúde mental, porque ninguém quer ficar de fora do plantel. Imploro-lhes que ajudem com isso. Podemos lidar com hotéis, viagens e tudo isso, mas isto seria muito prestável para todos nós. A pior coisa é deixar alguém de fora", explicou.
"Nós [treinadores] temos um trabalho muito único, que é a capacidade para transformar a vida e a carreira de alguém, o que é ótimo, mas também temos de dizer todas as semanas a alguém que amanhã não pode fazer o seu trabalho, que nem sequer pode viajar com a equipa. Digam-me outro trabalho em que isso aconteça. Não podes ir para uma cozinha e dizer a dois chefs que hoje não cozinham, que ficam só ali para verem como os outros cozinham ou para irem para casa. É muito duro. Alguém que quer fazer parte disto tem de estar ali, precisa de viajar, estar lá e tem de ter o sentimento de que tem uma hipótese. Quando retiras essa hipótese, o jogador sente que não é bom o suficiente, porque tive de escolher outros 20 jogadores à frente dele. Isso é algo que me preocupa e é algo que, na minha opinião, não faz sentido restringir", completou Arteta.

