
Oskar Pietuszewski
Miguel Pereira
Jovem extremo polaco do FC Porto assume que a tomada de decisão sempre foi um problema no seu jogo
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Oskar Pietuszewski, jovem extremo polaco, de 17 anos, contratado pelo FC Porto ao Jagiellonia Bialystok neste mercado de janeiro, falou à imprensa do seu país antes do jogo de quinta-feira dos dragões para o Rangers (3-1), na Liga Europa.
Com dois jogos disputados na I Liga desde que chegou a Portugal, Pietuszewski começou por admitir ao portal "Polsat Sport" que "este tem sido um período muito intenso" de adaptação aos dragões, dizendo ainda que tenta não se pressionar demasiado.
"Tenho treinado muito arduamente desde o início e consegui entrar na equipa bastante rápido. Ver o estádio cheio de adeptos e sentir a atmosfera foi incrível. Sinto que isso só vai melhorar com o passar das semanas. Entrar numa nova equipa, especialmente na minha primeira viagem numa tenra idade, é sempre um desafio. Tento não me pressionar desnecessariamente. Quero ser uma pessoa comunicativa, não ter medo de conhecer novas pessoas, desenvolver-me não só como jogador, mas também como ser humano. É um incentivo adicional que me ajudará a tornar-me cada vez melhor", salientou.
O jovem apontou ainda qual é o grande problema no seu jogo que pretende melhorar: "Sempre tive problemas em tomar decisões. Às vezes, parecia que não sabia o que fazer. Agora, tento não me pressionar. Com o tempo, isso virá naturalmente. Quanto mais tempo passar em campo, melhor será a minha capacidade de decisão".
Referindo ainda o "grande apoio" da sua mãe, que o acompanhou nesta mudança para a Invicta, Pietuszewski enalteceu também a importância de ter chegado a um balneário que conta com os compatriotas Jan Bednarek e Jakub Kiwior: "A entrada na equipa foi muito positiva. O Janek [Bednarek], independentemente da equipa em que joga, torna-se um líder natural. O Kuba [Kiwior] é mais calado, mas juntos formamos uma equipa fantástica, o que nos ajudará não só dentro do campo, mas também fora dele".
De resto, abordou a concorrência "natural e saudável" que enfrenta nas alas portistas. "O mais importante é que nos apoiemos uns aos outros. Não vejo a concorrência de forma negativa. Todos fazem o possível para conquistar um lugar na equipa e isso é normal", concluiu.

