Brilha na Sanjoanense após passagem por Braga: "Regressei mais preparado"

Brilha na Sanjoanense após passagem por Braga: "Regressei mais preparado"

Seis golos em nove jogos fazem do avançado, 21 anos, o segundo melhor marcador da Sanjoanense. Assume "tristeza" por terem falhado a fase de subida, mas vira agulhas para a permanência.

Natural de Pato de Minas, em Minas Gerais, o futebol fez Lucão ser independente aos 17 anos. No Braga falhou a adaptação, mas agora acredita que vai vingar na Europa.

O desempenho individual na Sanjoanense está a correr melhor do que esperava?

-Está a correr bem. Esperava começar a jogar rápido, para que as coisas pudessem acontecer e estou muito feliz com este arranque.

No entanto, o clube acabou por "morrer na praia" ao perder na última jornada da primeira fase com o Canelas, ficando arredado da etapa de subida. Como reagiram?

-Ficámos tristes. Era uma boa oportunidade de irmos à segunda fase, mas neste momento temos outros jogos importantes e precisamos de nos concentrar para garantirmos a permanência.

Foi dos últimos reforços a ser contratado, mas já só está a um golo de apanhar o Rui Pedro, melhor marcador da equipa. Essa é uma meta que deseja atingir?

-Só quero ajudar a equipa e marcar o máximo de golos possível. Se acabar como melhor marcador, ficarei satisfeito, se não acontecer estarei feliz na mesma.

Está pela segunda vez na Europa, pois em 2019 tinha sido emprestado ao Braga. O que recorda?

-Em 2019 fazia parte do Grémio Anápolis, que é do português Armando Teixeira e tem acesso a estas portas de clubes portugueses. Havia muitas pessoas no Brasil que viam os treinos e jogos do Grémio e então surgiu essa oportunidade. Estive seis meses no Braga, mas não correu como esperava. Foi uma boa experiência para perceber como era o futebol Europeu.

O que falhou? A adaptação?

-Sim, nunca tinha estado fora do Brasil e pode ter sido um dos motivos. Estava sozinho em Portugal, sem a família, e isso não ajudou.

Ao fim desses seis meses voltou para o Brasil. Achou que o sonho europeu podia ter morrido ali?

-Não. Não deu certo na primeira vez, mas eu queria voltar para melhorar e afirmar-me na Europa.

Sente-se, agora, mais preparado?

-O regresso ao Brasil foi muito importante. Tive mais oportunidades de jogar, mostrar o meu futebol e consegui voltar mais maduro e experiente.

É natural de Patos de Minas, no estado de Minas Gerais. Sempre teve na cabeça ser jogador de futebol?

-Nasci em Patos de Minas mas moro na localidade ao lado, chamada Lagoa Formosa. Comecei nas categorias de base do Santa Cruz, e aos 15 anos fui jogar para a equipa da cidade de Patos. Destaquei-me, transferi-me para o América Mineiro, em Belo Horizonte, a uma distância de cinco ou seis horas de carro da minha casa. No início foi difícil, porque nunca tinha estado longe da família e amigos, mas adaptei-me rápido. Sempre fui avançado e ao fim de dois anos no América, transferi-me para o Trindade, em Goiás. Realizei uma época, até chegar ao Grémio Anápolis.

Conta matar as saudades no verão?

-Não sei como vai terminar a época. Felizmente, tenho cá a minha namorada e isso ajuda-me na alimentação e na rotina.

São João da Madeira é o concelho mais pequeno de Portugal. Foi uma mudança radical?

-É estranho, mas é uma boa cidade, um pouco como Lagoa Formosa, que também é pequena. Depois de tanto tempo a morar em grandes cidades, também gosto desta tranquilidade, de não ter o stress do trânsito.

Como avalia a Liga 3?

-Surpreendeu-me. Tem boas equipas e vai melhorar.