
Jorge Costa (Créditos: Pedro Correia/Global Imagens)
Recordações de Vlk em exclusivo a O JOGO
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Com quase 40 anos de intervalo, Vlk tem consciência que as grandes partidas feitas pelo Vitkovice na Europa - era figura da equipa ao lado de Kadlec - especialmente diante do FC Porto, motivaram o seu ingresso nas Antas. Fez parte do plantel que celebrou o título checo em 1985/86, nunca antes logrado nem repetido.
"Tenho muitas recordações desses jogos. Tenho a certeza que o Artur Jorge reparou em mim, apreciou os meus jogos. Saí-me muito bem nesses duelos contra o FC Porto. E, inclusive, entendo como algo incrível, a minha transferência acontece quando não jogava há dez meses, tinha falhado o Mundial de 1990, fruto de grave lesão num joelho", nota, radiografando a sua passagem, feliz, mas, delicada em termos de contratempos.
"Foi tudo simplesmente fantástico! Mas também foi uma etapa muito difícil para mim, porque não dominava a língua e depois de um mês de treinos, voltei a lesionar-me com gravidade, o que tornou o meu arranque no FC Porto bastante complicado", recorda, contornando os azares com as memórias mais proveitosas. "Adorei aquele estádio [Antas], os colegas, os adeptos, a atmosfera que tínhamos. Realizei os meus sonhos de infância. O que estraga um pouco este quadro são as lesões, que me impediram de jogar com a regularidade que queria", salienta Vlk, que ainda lidou com a personalidade vibrante de Pinto da Costa.
"Foi alguém tremendo e importante para mim. Deu-me a oportunidade de jogar três anos num clube que tinha sido campeão europeu pouco antes. Um clube fantástico. Nunca o esquecerei", atira, tocado, mais recentemente, pela morte de Jorge Costa, que viu subir ao plantel principal. "Era um jovem muito promissor, de grande futuro, que se veio a confirmar. Era um grande jogador e contagiava todos com a sua alegria e espírito. Foi uma morte que me chocou profundamente!", lamenta o antigo lateral.

