Vlk jogou no FC Porto e analisa o adversário Plzen: "Não jogará na expetativa..."

Borja Sainz, Noah Saviolo e Alberto Costa
AFP
Antigo lateral não aponta destaques individuais nos azuis e brancos e alerta para os perigos dos seus compatriotas, em especial de Cery, Vydra e Memic. Espírito deste FC Porto lembra o do seu tempo.
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A caminhada europeia do FC Porto avança por terras checas, constituindo Plzen um inédito lugar de passagem, tendo o Dragão memória de seis adversários do país que viveu a revolução de Veludo. Além de duas discussões com o Sparta de Praga, é a primeira a mais especial , já que o Vitkovice, hoje na terceira divisão, atravessou-se na campanha de sonho na qual os portistas fizeram história com a conquista da Taça dos Campeões Europeus. O Vitkovic venceu o FC Porto na primeira mão, mas acabou por ter sorte sentenciada nas Antas, perdendo por 3-0. Lubomir Vlk foi rival dos portistas nesse tempo, mudando-se para a Invicta na época 1990/91, onde era visto como sucessor de Branco. O lateral-esquerdo durou três temporadas, foi campeão duas vezes, fazendo um total de 42 jogos com um registo de sete golos. É diretor-desportivo do Karvina desde 2013 e falou a O JOGO. Pela distância e falta de disponibilidade, Vlk não deverá viajar ao território dominado pela produção de cerveja, estando, porém, nos seus 61 anos, muito implicado no que o jogo pode vir a dar, até porque o Karvina é quinto na Liga Checa e o Plzen é o atual quarto classificado.
"Estou convicto de que o FC Porto vai defrontar um adversário muito difícil e estou curioso para ver como eles vão lidar com um Plzen que pratica um futebol altamente exigente, agressivo, que tenta pressionar o rival com muita potência e, provavelmente, não jogará na expetativa em função da abordagem do FC Porto. Espero uma partida equilibrada", atesta o homem que defendeu a camisola azul e branca entre 1990 e 1993, transmitindo as dificuldades em equação que não são indiferentes ao 14.º lugar nesta fase da Liga Europa, mas sem qualquer derrota, num saldo de duas vitórias e quatro empates.
Vlk junta destaques individuais aos elogios coletivos. "A grande força está na equipa, mas vou distinguir, sem sombra de dúvida, Cerv, um homem muito importante no meio-campo. Vydra no ataque, com a sua experiência, é outro trunfo forte e também o extremo Hrac Memic, que era nosso jogador. O veterano Hrosovsky, que agora foi contratado ao Genk,, deverá deixar já assinalada a sua influência", documenta o checo, gabando uma contratação de um médio de 33 anos, que poderá conhecer estreia diante dos dragões.
Por outro lado, Vlk também está a par dos méritos portistas em 2025/26, vivendo alguma euforia com as pistas de um título que tem vindo a escapar. "É o atual líder do campeonato em Portugal, um campeonato forte, mas acredito que vou ver duas equipas equilibradas. Estou muito feliz pelo que está a acontecer com o FC Porto, como se colocou na frente e se distanciou. Vão, certamente, ganhar o campeonato! Estou a torcer muito por esse sucesso", acrescenta, reconhecendo o poderio de alguns jogadores, nem que essa dimensão individual suplante o coletivo. "Percebo que estão bem na baliza, têm ótimos centrais, bons médios e um ótimo avançado, há vários excelentes jogadores, mas, penso que é o espírito da equipa que está por cima. Vejo um bloco forte, como base essencial. Eu valorizo isso, é algo muito importante e faz-me lembrar o espírito que havia no FC Porto na minha altura", argumenta o checo, de 61 anos.

