
Lucas Veríssimo, central que o Benfica tenta contratar
AFP
Conselho Fiscal do Santos deu mais um parecer negativo à proposta do Benfica e o presidente do clube alerta para a possibilidade de Lucas Veríssimo sair em janeiro de graça. O líder diz que era uma "negociação viável" e que, desta forma, o Peixe correrá "vários riscos".
O Conselho Fiscal do Santos deu mais uma nega à proposta do Benfica por Lucas Veríssimo. Com a reprova, justificada pelo facto de poder vir a comprometer "gestões futuras", o Conselho Deliberativo nem sequer votará o tema.
Orlando Rollo, presidente do Peixe, lamentou o desenrolar desta situação e alertou para a possibilidade de o defesa-central vir deixar o clube de graça, em janeiro.
"Em janeiro, o atleta (Lucas Veríssimo) poderá sair de graça em função do acúmulo de recebíveis atrasados. Respeito o Conselho Fiscal, mas era uma negociação viável. O Santos correrá vários riscos e eu ficarei de chapéu na mão a pedir outra vez ao [Andrés] Rueda [candidato à presidência]. Sem esses recebíveis, não há previsão de pagamento de salário aos atletas em dezembro. Os atletas provavelmente sairão em janeiro de graça. A proposta não é a melhor, mas trouxemos uma opção de salvação do clube para o Conselho. Ou seja, o Conselho de Gestão está isento de responsabilidade", disse, citado pela imprensa brasileira.
O líder do emblema de São Paulo esclareceu ainda que o Benfica já acertou as questões relativas ao salário com o brasileiro, que quer rumar à Luz e não ao Al Nassr, clube que também o deseja.
"O presidente do Benfica veio ao Brasil, melhorou a proposta antecipando uma parcela à vista. O Lucas Veríssimo já acertou o salário com o Benfica. (...) A proposta do Al Nassr é um pouco melhor, mas o atleta não quer ir para o Al-Nassr", acrescentou.
Recorde o valor das propostas de Benfica e Al Nassr:
Oo Benfica oferece mais dinheiro bruto - 6,5 milhões de euros - do que o Al Nassr - 5,4 milhões de euros -, mas as condições são piores para os brasileiros.
As águias ofereceram o valor dividido em cinco parcelas, com pagamentos previstos até agosto de 2025, com uma parcela por ano. Assim, o clube teria de fazer uma antecipação do dinheiro recebido por meio de uma instituição financeira belga, o que geraria uma taxa entre 5,2 por cento e 5,5 por cento do valor. Ao somar os pagamentos de 10 por cento ao jogador e 15 por cento ao empresário pela intermediação, o clube brasileiro ficaria apenas com cerca de 3,8 milhões de euros pelo central.
Por seu lado, o Al Nassr faria o pagamento em duas parcelas, uma logo após a assinatura do contrato e outra até 31 de janeiro de 2021. O clube pagaria os mesmos 10 por cento ao jogador e 15 por cento ao empresário, mas não teria de antecipar os pagamentos. Assim, o Santos receberia aproximadamente 4,2 milhões de euros.
