
Adán e Coates são figuras importantes na muralha defensiva do Sporting
Gonçalo Delgado/Global Imagens
Há 67 anos que os leões não vencem mais do que um campeonato de seguida e Amorim ergueu uma muralha para que o clube consiga quebrar esse jejum. Os nove títulos anteriores foram... isolados
O Sporting de Rúben Amorim estabeleceu a eficácia defensiva como a base para se alcançarem conquistas.
Melhor que quatro golos sofridos à 8.ª jornada, só em 1997/98 (3). Defesa mantém viva a chama do bicampeonato
Depois de ter sido a defesa menos batida na última época (20 golos, menos sete que o Benfica) que culminou com a conquista do título, segue em 2021/22, à oitava jornada, de novo como a equipa que menos golos sofre: quatro, os mesmos que o Portimonense. Uma marca que alimenta o sonho do bicampeonato.
O número ganha relevância por melhorar o registo de há um ano na mesma altura, tinha então mais um golo consentido, e por apenas ser batido pela marca obtida em 1997/98: três golos sofridos. Pelo meio, em 2017/18 e em 2007/08, os leões tinham à oitava ronda da Liga uma defesa tão eficaz quanto a atual. No plano negativo, de 1997/98 até hoje o pior registo foi em 2003/04, com 11 golos encaixados e um saldo entre marcados e sofridos de um golo negativo.
O Sporting consentiu 59 remates, dos quais 22 foram à baliza. Adán, totalista, já fez 18 defesas e 10 saídas aos pés de rivais
A escassez de opções para um eixo central a três tem levantado dúvidas, que foram mais insistentes com as ausências já verificadas de Coates e Gonçalo Inácio. Amorim tem defendido a configuração do plantel e contra o Arouca, por exemplo, jogou com os laterais de raiz Matheus Reis e Ricardo Esgaio a ladearem o esteio defensivo e patrão do sector, Sebastián Coates.
em oito jogos, o Sporting só consentiu golos em metade e nunca mais de um por partida
Com o ataque a ficar aquém do esperado ultimamente, é na defesa que assenta uma base sólida para revalidar o título, algo que escapou nas nove oportunidades anteriores e que não se vê há 67 anos, quando os leões, em 1953/54, chegaram ao tetra. O Sporting tem na liga quatro jogos sem sofrer qualquer golo e quatro com apenas um. Com 59 remates consentidos em oito jornadas, 22 foram à baliza e o guarda-redes totalista, Adán, defendeu 18, além de ter protagonizado 10 saídas aos pés dos adversários.
Quase à prova de bala em "casa", mas lá fora é outra história...
Se em Portugal a defesa leonina dá cartas e convence, mostrando ser quase à prova de bala, lá fora a história é outra e regista números desanimadores. A goleada sofrida com o Ajax, por 5-1, em Alvalade, na primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, fez mossa na psique do coletivo e até individualmente (Rúben Vinagre precisou de ser "protegido" por Rúben Amorim).
Depois, seguiu-se a deslocação a Dortmund onde o leão voltou a perder, embora com uma pancada mais suave: 1-0. Na Europa, o registo desta época é ainda pior que o de 2020/21, no qual os leões sofreram quatro golos em dois jogos (com Aberdeen e LASK Linz).
