
Declarações de Ukra e Jorge Karseladze à margem de uma visita do Rio Ave à Escola Básica de Macieira da Maia, em Vila do Conde.
Ukra
Balanço da época até agora: "Temos um calendário muito idêntico ao que apanhámos na época passada e os pontos conquistados não correspondem ao que temos mostrado dentro de campo, mas sabemos que este é um processo de evolução dentro de uma ideia que já temos há três anos. Pelo que fizemos até agora, se tivéssemos mais pontos ficava um trajeto mais colorido e mais brilhante. Temos de continuar com o processo porque sabemos o que fazemos, o que queremos e qual caminho a seguir para atingir os nossos objetivos. Há confiança no grupo e acreditamos que no final vamos conseguir os objetivos."
Cinco jogos em ganhar: "Não há motivos para preocupação porque estamos no início. Temos demonstrado boa qualidade., assumindo o jogo e mostrando a nossa identidade. Gostávamos de ter mais pontos, mas sabemos que este é um campeonato competitivo e temos o problema de não poder inscrever jogadores, algo que todos os clubes fazem no início de época e a meio da temporada, para reestruturar o plantel e acrescentar qualidade. Felizmente, o Rio Ave está a promover jogadores, têm saído jogadores mas mantivemos a base que é importante, Mesmo tendo perdido esses jogadores estamos a apresentar um futebol positivo. Em todos os anos que estive no Rio Ave, o mais importante de tudo e o grande segredo foi manter a base. Temos uma ideia com três anos e um plantel que se conhece muito bem. O que alguns estão a tentar construir, temos três anos de trabalho e temos que usar isso a nosso favor. Acredito que isso pode fazer a diferença, até porque no mercado de janeiro já vamos poder ter reforços que irão ajudar. Mas até lá são estes que temos e com muita qualidade. Acreditamos no que está a ser feito, as pessoas acreditam em nós e quando é assim só temos que nos focar no nosso trabalho e dar tudo pelo Rio Ave."
Projeção do jogo com o Moreirense: "Entramos em todos os jogos para vencer. É um campeonato competitivo e neste jogo queremos acrescentar pontos ao que temos mostrado dentro de campo. Aproveito para deixar um apelo aos adeptos do Rio Ave porque ultimamente têm vindo em massa e sentimos bem em campo o apoio. Já falámos várias vezes no balneário que é bom vermos a bancada cheia e os adeptos a apoiarem. Apelo para que as pessoas nos apoiem porque estes três pontos são importantes para os nossos objetivos."
Depois de ter feito o jogo 200 pelo Rio Ave e de ser já o sétimo jogador com mais partidas pelo Rio Ave, quais as metas individuais? "Não penso muito nisso porque o meu grande objetivo é ajudar o Rio Ave, jogando ou não. Estou aqui para ajudar dentro e fora do campo. Temos jovens como o Jorge Karseladze e o Lomboto que estão a aparecer e com a minha experiência, posso ajudar a passar a mística do que é ser Rio Ave. Obviamente que trabalho para ser chamado e quando for chamado, dou meu melhor pelo Rio Ave e não foi chamado dou o meu melhor para apoiar os colegas que estão lá dentro porque mais importante do que os meus jogos é que o Rio Ave vença."
Jorge Karseladze
Jogar pela equipa principal com apenas 18 anos: "É um enorme orgulho por ter apenas 18 anos estar na equipa principal do Rio Ave. Estou no clube desde os nove anos de idade e chegar à equipa principal é o objetivo de qualquer atleta. Estou de corpo e alma a trabalhar para tentar ganhar o meu lugar."
O arranque de temporada: "Não conseguimos o arranque de temporada que queríamos, mas a equipa tem trabalhado para alcançar os três pontos em todos os jogos. Já jogámos contra dois dos clubes grandes e os jogos não têm sido fáceis, mas vamos tentar dar a volta já frente ao Moreirense."
Depois da estreia na época passada, quais os objetivos individuais? "Tenho o objetivo de jogar na primeira equipa como qualquer jogador do plantel. Sei que não é fácil e que tenho de trabalhar bastante, mas estou disposto a fazer tudo o que for preciso para ser titular."
As raízes: "Tenho dupla nacionalidade, portuguesa e georgiana. Os meus pais são georgianos, já estão em Portugal há mais de 20 anos e eu nasci cá, mas nunca vou esquecer as minhas raízes da Geórgia e tenho também um grande orgulho de ser georgiano".
Depois de ter jogado pelas seleções jovens da Geórgia, vestir a camisola das quinas também está no horizonte: "Obviamente que será um grande orgulho. Nasci em Portugal e cresci cá. A convocatória que venha e logo decido se vou ou não".
