"Sentimos o que é a exigência do Belenenses e o objetivo que é ter de ser campeão desta liga"

Guilherme Oliveira
CF Os Belenenses
Guilherme Oliveira exulta a conquista de um lugar na segunda fase, mas lembra que nada está conquistado. O guarda-redes, de 30 anos, fazia parte do plantel belenense na última subida à II Liga em 2022/23. Depois de uma época no 1.º Dezembro, voltou ao Restelo com o desejo de festejar outra vez.
A vitória caseira na última jornada sobre o Amora (3-1) permitiu ao Belenenses assegurar um lugar na fase de apuramento de campeão da Liga 3, quando ainda faltam três jornadas para terminar a etapa regular da prova. Nesta caminhada que tem sido de sucesso, com o clube lisboeta a ocupar o primeiro lugar da Série B, com 32 pontos, Guilherme Oliveira tem sido uma das peças fulcrais. A O JOGO, o guarda-redes, de 30 anos, sublinha o sentimento de dever cumprido até ao momento. "Acima de tudo, foi alcançado o nosso primeiro objetivo. Mas isto não quer dizer que possamos descontrair nos jogos que ainda faltam desta fase, porque neste emblema sentimos obrigatoriedade de vencer e temos uma mentalidade vencedora", aponta o titular indiscutível da baliza do Restelo.
O guardião salienta que "nada ainda está conquistado" e a história do clube obriga "a não adormecer". "Adeptos, Direção, equipa técnica e nós, jogadores, sentimos o que é a exigência do Belenenses e o objetivo que é ter de ser campeão desta liga", atira, considerando que não pode haver percalços na fase decisiva da época: "Com a junção das equipas da zona norte, creio que a fasquia vai estar mais elevada. E há menos jogos, o que significa que a margem de erro é menor. A formação que for mais consistente em termos de resultados e exibições, vai conseguir o objetivo."
Por causa da boa campanha, os azuis do Restelo tiveram uma mudança de treinador: João Nuno foi recrutado para o Estrela da Amadora, da I Liga, e rendido no comando técnico por Tiago Zorro. "Um troca nunca é fácil, seja por que motivo for. Houve uma fase de assimilação e penso que a equipa já interiorizou as ideias do míster Zorro, como provam os resultados positivos", realça.
Guilherme Oliveira já sabe o que é festejar uma subida à II Liga com a camisola do Belenenses, porque fazia parte do último plantel que conseguiu esse objetivo, em 2022/23. "Foi um momento inesquecível, num jogo impróprio para cardíacos [empate 0-0, com a Sanjoanense] e, quando o árbitro apitou, parece que nos saiu um peso de cima. É uma vivência que quero voltar a repetir esta temporada", deseja o guarda-redes, que voltou no último verão ao Restelo, depois de uma temporada no 1.º Dezembro: "Senti-me muito desejado pelas pessoas aqui do clube, além de ser uma casa que conheço bem e que me é querida. Não tive como recusar esta que é a equipa com o melhor projeto na Liga 3", rematou.
Um regresso com outra maturidade
Guilherme Oliveira regressou esta época ao Belenenses, depois de uma passagem pelo 1.º Dezembro. Apesar de só ter estado fora do Restelo um ano, o guarda-redes considera-se uma pessoa diferente daquela que deixou o clube no verão de 2024. "Embora não esteja assim tão mais velho, sinto-me mais maduro. A época que saí e estive 1.º Dezembro joguei regularmente, o que foi bom para aumentar os meus índices de confiança", avalia o guardião.
