
Rui Costa
Lusa
Rui Costa, presidente das águias, esteve na manhã desta sexta-feira na nova rádio do clube, a Benfica FM, a recordar a carreira de jogador
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Em conversa na rádio Benfica FM, a mais recente aposta do clube encarnado, Rui Costa recordou a carreira futebolística e o choque cultural que sentiu quando chegou a Itália, em 1994, proveniente do Benfica, para assinar contrato com a Fiorentina e recebeu dois beijos em troca de um aperto de mão.
A situação, recordou, foi caricata, já que o primeiro instinto foi afastar-se. Depois acedeu ao cumprimento característico dos homens italianos e passou a adotá-lo quando visita o país, ainda que só para o círculo mais próximo de amigos.
Durante os 12 anos fora, apontou, a música teve um papel crucial para a adaptação ao novo país. Se Laura Pausini e Eros Ramazzotti eram os cantores escolhidos para aprender italiano, conforme escreveu O JOGO, U2, Bryan Adams, Simple Minds e Bon Jovi estava guardados para os tempos livres. Nos dias de jogo, por outro lado, as preferências musicais davam prioridade a ritmos mais agitados.
"Ia para os jogo a ouvir música nos fones, como os jogadores ainda fazem. Não sei o que eles escolhem, é privado, mas, nas minhas playlists, escolhia músicas um pouco agressivas antes dos jogos, que me dessem força, adrenalina. Espírito de gladiador", afirmou, sem detalhar quais os artistas que ouvia nestas situações.
As playlists, de resto, são um hábito de adolescente, fase em que assumia o papel de DJ dos amigos. "Era um hobby de adolescência, mas, nessa altura, só passava músicas dos anos 80", concluiu.
