Rui Borges aborda a gestão do plantel e deixa um elogio: "Deu uma grande resposta..."

Rui Borges
AFP
Declarações do treinador do Sporting após a derrota (2-1) em Nápoles, na segunda jornada da fase de liga da Champions
Sporting podia ter saído daqui com outro resultado? "É inglório sair daqui com zero pontos. Sabíamos aquilo que ia ser o jogo, que os primeiros 15/20 minutos iam ser intensos, vinham a jogar com a mesma equipa em alguns jogos e iam ter pressão alta, mas crescemos e acabámos por ter bola, mas sofremos um golo por transição, devíamos ter matado a jogada e ter feito falta no início. Percebemos ao intervalo que podíamos ser mais agressivos e dividir o jogo, no último terço ser mais simples em algumas ações. Segunda parte dividida, podíamos ter feito o 2-1 e acabámos por sofrer um golo num cruzamento que foi o único lance que não conseguimos anular. No último suspiro, podíamos ter feito o 2-2 num grande cabeceamento do Hjulmand com uma grande defesa. Por tudo aquilo que foi o jogo e a resposta da equipa, merecíamos ter saído daqui com o empate."
Muitas alterações no onze: "Nada a ver com o jogo do Estoril. Houve uma outra questão estratégica, mas também teve a ver com a gestão de alguns jogadores, como o Pote, Trincão e Suárez, por tudo o que têm vindo a fazer e também alguma gestão."
O campeonato é a prioridade do Sporting e vai gerir jogadores na Liga dos Campeões? "Não tem a ver, embora o campeonato seja o nosso primeiro objetivo. Tem a ver com o momento em si de alguns jogos, malta que vem com alguma carga e queixas em alguns momentos. Temos de ter cuidado, todos vão ser precisos, vai ser uma época longa e queremos ter um plantel equilibrado, menos lesões do que na época passada. Mas a certeza que a equipa deu uma grande resposta, independente de quem jogue, deu uma grande resposta. Treino o Sporting, tenho um plantel com 26/27 jogadores, se estão aqui é que são bons. O Simões, com 18 anos, encheu o campo e fez um grande jogo. Foi importante na conquista do bicampeonato no ano passado, o Quaresma igual. O Ioannidis sabemos aquilo que nos dá, uma resposta demonstrativa do que é a equipa. Para mim, não precisavam de dar, porque vejo nos treinos todos os dias. Feliz pela resposta de toda a gente, a família que eles são é bem demonstrativo, confiam uns nos outros. O momento em si fez-me fazer as cinco alterações, no próximo já não faço tantas."
Resposta surpreende? "A mim não me surpreende, dei o exemplo do Simões, que ainda não tinha jogado. Ele deu uma grande resposta, fez um grande jogo. O Simões foi de forma estratégica, sabíamos que ia ser importante, embora também tínhamos de gerir o Morita."
