Período de "sofrimento" dos reforços do FC Porto está a ser mais curto esta época

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Ivan Del Val/Global Imagens
Quatro das seis caras novas já foram a jogo. Nico como titular e Iván estreou-se ao fim de apenas dois treinos; Período de "sofrimento", como o treinador chamou, está a ser mais curto esta época. Ao fim de cinco jogos, as contratações somam 448 minutos em campo. Há um ano tinham apenas 143.
Os contextos mudam e isso é decisivo na tomada de decisões, mas os números não enganam: os reforços do FC Porto, esta época, estão a conseguir ter minutos mais cedo do que em anos anteriores com Sérgio Conceição.
Das seis caras novas contratadas no mercado de verão, apenas Francisco Conceição, que chegou no último dia das inscrições, e Jorge Sánchez ainda não foram utilizados - ou chamados - pelo treinador. Os outros quatro já foram lançados e Nico González até conquistou a titularidade nos últimos três jogos.
Para encontrar uma cara nova que tenha igual registo na era Conceição é preciso recuar até 2019/20. Refira-se desde já que Romário Baró não entra nestas contas, embora seja novidade no atual plantel, porque trata-se do regresso de um jogador sob contrato. E mesmo o médio somou minutos até se lesionar.
Para os outros, o período de sofrimento, ou de habituação ao clube e à nova realidade, está a ser encurtado esta época também fruto das necessidades. Uribe e Otávio saíram, abrindo espaço para Conceição apostar nas caras novas. Fran Navarro foi o primeiro a chegar ao Dragão e também aquele que se estreou primeiro, com nove minutos na Supertaça perdida para o Benfica. No jogo seguinte foi para a bancada, mas voltaria a ser opção com Farense, Rio Ave e Arouca, totalizando 80" em campo (incluindo os descontos).
Com o Moreirense foi a vez do já referido Nico González somar os primeiros minutos e nos triunfos com o Farense e o Rio Ave não houve direito a estreias. Mas com o Arouca, sim. Alan Varela entrou ao intervalo e assinou uma boa exibição que lhe poderá abrir as portas do onze com o Estrela da Amadora, e Iván Jaime, que assinou contrato na quinta-feira e, por isso, fez apenas dois treinos, entrou na etapa final. O espanhol ex-Famalicão, foi mesmo um reforço "supersónico" e até ficou ligado ao empate já que foi ele que meteu a bola na área do Arouca.
Tudo somado, os reforços já levam 448 minutos de utilização, com Nico González a ter mais de metade desse tempo (273"). No período homólogo da época passada, ou seja ao fim dos primeiros cinco jogos oficiais, os reforços só tinham somado 143 minutos: Veron 107" e André Franco 36". Samuel Portugal e David Carmo ainda não tinham jogado.
Recuando no tempo, refira-se, que foi em 2019/20 que Conceição mais rápido e mais vezes recorreu às contratações. Num ano em que chegaram Uribe, Marchesín, Luis Díaz e Zé Luís, o tempo de utilização dos novos chegou aos 1909". Um contraste enorme com a época anterior em que não houve qualquer estreia nos cinco jogos iniciais. Nem Éder Militão jogou.

