
epa08232276 Tomas Tavares (C) of Benfica and Andriy Pyatov (L) goalkeeper of Shakhtar in action during the UEFA Europa League round of 32, first leg, soccer match between FC Shakhtar Donetsk and SL Benfica in Kharkiv, Ukraine, 20 February 2020. EPA/SERGEY DOLZHENKO
EPA
A equipa do Shakhtar que esta quinta-feira deve pisar a Luz tem mais jogos, mais golos e mais títulos.
É com armas distintas que o Benfica vai ao tudo ou nada com o Shakhtar Donetsk esta noite na Luz, onde terá oportunidade de retificar a derrota de Kharkiv, por 2-1, que deixou em vantagem a formação ucraniana.
E, do lado dos encarnados, tomando em linha de análise os dois onzes prováveis que vão a jogo hoje, há uma lacuna de fatores que pode pesar bastante, entre eles a experiência em provas da UEFA, os golos marcados nessas competições, as internacionalizações e os títulos conquistados por cada atleta. Em todos estes itens, no fundo relacionados diretamente com experiência, a equipa que Bruno Lage deverá utilizar nesta segunda mão dos 16 avos de final da Liga Europa revela uma clara desvantagem.
O elenco que Luís Castro deverá pôr a teste frente às águias destaca-se por uma maior veterania, onde sobressai a quantidade de jogos disputados nas competições europeias, sejam elas a Champions ou a Liga Europa. A média dos ucranianos é de 50 jogos, mais do dobro dos 24 que somam os jogadores do Benfica. Aqui, o guarda-redes do Shakhtar, Pyatov, os extremos Marlos e Taison, assim como o médio Stepanenko, são os reis da experiência: o primeiro tem 122 presenças europeias, os dois seguintes 93 e 72, respetivamente, enquanto o último vai em 64 jogos. No Benfica, só Pizzi se aproxima e, mesmo assim, pouco: tem 49 partidas na Europa.
Já em golos, apenas dois atletas do onze provável dos ucranianos estão em branco. Um deles é o guardião, o outro é o central Matvienko. A lista do Benfica é mais extensa e, além de Vlachodimos, também Tomás Tavares, Samaris e Taarabt estão ainda por mostrar golos à Europa do futebol. Pizzi (6), Rafa (4) e Grimaldo (3) fogem à míngua de golos, mas não travam a média geral de 1,5 golos/jogo, contra os 5,9 do rival de hoje.
Ainda em aspetos derivados da experiência ao mais alto nível, o Benfica apresenta também um menor número de internacionalizações entre o seu onze provável e o do Shakhtar. Em média, há nos encarnados 11,1 partidas pelas seleções por jogador, sendo Samaris, com 39 presenças, o elemento mais em foco, enquanto Tomás Tavares, Ferro, Grimaldo e Carlos Vinícius ainda esperam por uma chamada dos respetivos selecionadores. Do lado contrário, Pyatov é uma "instituição" na seleção da Ucrânia, ele que é o número 1 daquela equipa, onde já vai em 93 partidas, sendo secundado pelo compatriota Stepanenko. Ambos, como Portugal, têm lugar no próximo Europeu e têm caminho aberto para aumentar este registo.
Títulos e idade também são... um "posto"
Já no que diz respeito à "fome" de títulos, os ucranianos estão bem mais saciados do que os encarnados. Os 11 atletas da equipa de Luís Castro, juntos, fazem um museu com 140 troféus, domésticos e internacionais, mais 2,7 vezes do que os títulos que a provável formação titular das águias possui agora (52). Pizzi, também aqui, é o maior vencedor, com 12 conquistas, metade, por exemplo, das que Pyatov, aos 35 anos, tem.
E, falando de idades, é aqui que há outra grande diferença entre Benfica e Shakhtar. Fruto da estratégia encarnada nos últimos anos, a média de idades desta equipa provável fica-se pelos 25 anos, com particular destaque para a juventude da retaguarda: Tomás Tavares (18 anos), Rúben Dias e Ferro (ambos 22) e Grimaldo (24). Com seis trintões, a média dos ucranianos dispara para os 28,5 anos.
Valor de mercado das águias mais do que duplica o dos ucranianos
A avaliação das equipas não entrará esta noite no relvado do Estádio da Luz, mas é um outro número curioso para analisar. Segundo valores do sítio "Transfermarkt", especializado na área, o valor de mercado do onze titular dos encarnados mais do que duplica (2,7 vezes) o do elenco esperado para este embate por parte da formação orientada por Luís Castro. Assim, enquanto o Benfica terá uma equipa a "valer" 226 milhões de euros, o Shakhtar fica-se apenas pelos 84 milhões de euros. Uma diferença em boa parte justificada, refira-se, pelo facto de os encarnados irem a jogo com um elenco mais jovem e, por isso, mais "valorizável" do que o dos ucranianos, com seis elementos com 30 ou mais anos. Pelos encarnados, e de acordo com a avaliação feita, Rúben Dias é o jogador com melhor avaliação, tendo um valor de mercado de 38 M€. Atrás de si surgem Grimaldo (35), Rafa (30), Pizzi (27) e Weigl (23). Nos possíveis eleitos por Luís Castro para esta "batalha da Luz", como o técnico português apelidou o jogo, o mais valioso é Ismaily, avaliado em 19 milhões de euros.
