
Luisão
Carlos Pimentel
Antigo central do clube da Luz pronunciou-se sobre o alegado episódio racista envolvendo o argentino e Vinícius Júnior
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Luisão, antigo capitão do Benfica, clube que representou como jogador entre 2003/04 e 2018/19, comentou uma publicação do Benfica nas redes sociais para se pronunciar sobre o alegado caso de racismo entre Prestianni e Vinícius Júnior durante o encontro da primeira mão do play-off de acesso aos "oitavos" da Champions".
"Esta camisola é muito grande. Amo o Benfica, é a minha segunda pele, mas tem de se ser digno para vestir o manto sagrado. E este texto [de Prestianni] piora [tudo] porque é mentira. O futebol ganha-se na raça, na luta. Foi um ato racista sim e estou envergonhado com isso", pode ler-se.
"Defendo o manto e tenho experiência, sei do que falo. Não estou a julgar ninguém. Apenas a dizer que o Benfica é demasiado grande para estar envolvido nisto, seja verdade ou não. Apesar de, pela experiência, saber a verdade", referiu ainda o antigo central.
A noite de ontem ficou marcada por um episódio entre o brasileiro e o argentino, que promete fazer correr muita tinta nos próximos dias. O extremo do Real Madrid marcou um grande golo aos 50', e foi festejar para junto dos adeptos do Benfica, que encararam a atitude como uma provocação, atirando-lhe copos e vários outros objetos (o que se repetiu cada vez que o brasileiro cobrava um pontapé de canto). Prestianni levantou a camisola para cobrir a boca e dirigiu algumas palavras ao adversário. Vinícius dirigiu-se ao árbitro, François Letexier, e acusou o argentino de o ter chamado "mono" (macaco, em castelhano).
Letexier interrompeu o encontro, cruzou os braços para assinalar um incidente de racismo, e elementos de ambas as equipas trocaram argumentos no relvado durante largos minutos, com Mourinho a ir falar com Vinícius durante a confusão. No final do jogo, Mbappé corroborou a versão do colega de equipa. Vinícius recorreu, algumas horas depois, às redes sociais para comentar o caso. "Racistas são, acima de tudo, cobardes. Precisam de colocar a camisola na boca para demonstrar como são fracos", atirou.

