
Gelson Dala
Filipe Amorim
V. Guimarães, Braga ou Rio Ave, por exemplo, seriam clubes mais condizentes com as necessidades atuais do jogador leonino, que, segundo Dino Paulo, diretor executivo da Federação Angolana de Futebol, já se encontra num patamar superior
Responsável federativo reconhece que Mantorras foi um dos maiores "dissabores" que os angolanos tiveram porque prometeu muito e terminou cedo a carreira.
Gelson Dala é um bom exemplo do que é o jogador angolano?
Gelson Dala é um exemplo por vários motivos: pela personalidade, pela postura e pelo talento. É um jovem de trato fácil, obediente, determinado, tem vontade de aprender. Tecnicamente, já mostrou há muito tempo que tem qualidade. Tem todos as características para singrar. Agora, se não tiver muitas oportunidades no plantel principal do Sporting e, já se viu que a equipa B é muito pouco para ele evoluir, poderia ser emprestado a uma equipa da I Liga. Um V. Guimarães, um Braga, um Rio Ave. É melhor estar numa equipa da I Liga e com objetivos concretos do que estar numa equipa B. Nesta altura, está mais do que adaptado.
Imagino que haja uma grande expectativa em relação ao Gelson Dala até porque o último grande nome do futebol angolano foi Mantorras. Concorda?
Mantorras foi um dos maiores dissabores que tivemos. Era apontado como um dos maiores talentos de África, mas não conseguiu ter a carreira que todos esperávamos. No entanto, apesar das lesões, conseguiu ser um símbolo do Benfica. Angariou muito apoiantes, muitos fãs, mas poderia ter tido uma carreira melhor. Olhamos para o Gelson e para o Ary como as novas esperanças, os novos Mantorras.
O processo de adaptação de Ary Papel está a ser mais complicado do que o de Gelson?
Precisa de um acompanhamento especial. Tem muito talento, dá para ver a olho nu, mas às vezes a questão psicológica é extremamente importante e nesse aspeto o Ary perde um pouco para o Gelson.
