
Secretário de Estado e Desportos de Angola espera que se alcancem, com acompanhamento e potencialização dos talentos, "grandes patamares no âmbito regional e continental". "Temos condições propícias ao desenvolvimento", acrescentou o antigo basquetebolista Carlos de Almeida
Carlos de Almeida, Secretário de Estado e Desportos de Angola, foi um dos presentes no primeiro dia do 2.º Congresso do Futebol daquele país africano de língua portuguesa, que hoje decorre em Angola, evento do qual O JOGO é um dos parceiros. O responsável estatal colocou a tónica no trabalho do talento angolano como principal alicerce para o futuro.
"Os talentos devem ser acompanhados e potenciados para que, num tempo razoável, possamos atingir grandes patamares no âmbito regional e continental. Continuaremos a dialogar com parceiros internacionais em prol de boas práticas de desporto em Angola e confiamos ter talento para chegarmos a outros grandes países no mundo. Temos condições propícias ao desenvolvimento no desporto", apontou Carlos de Almeida.
O antigo basquetebolista passou o passado em revista, justificando a necessidade de mudança: "Desde a nossa participação no Mundial'2006 e a conquista do campeonato africano de futebol de Sub-20 em 2001 que nunca mais conseguimos adquirir níveis satisfatórios na modalidade. Temos, todos juntos, de inverter esta tendência e resgatar a mística do futebol em Angola. Faço fé que os delegados no congresso abordem os entraves do nosso futebol para encontrar o fio condutor para sair deste cenário."
O apoio governativo, garantiu, será uma realidade, mas com ressalvas. "Reitero o compromisso do executivo angolano para apoiar o desporto. Vivemos a era da globalização e temos de estar atentos às novas tecnologias. São cada vez mais escassos os recursos e a situação exige transparência na gestão dos fundo alocados pelo Estado para que os objetivos sejam cumpridos", observou.
