Elogios para Estupiñan: "Além do bom jogo aéreo sabe utilizar o físico e segurar bem a bola"

Estupiñan destacou-se no Vitória-Benfica, da Taça da Liga
Miguel Pereira/Global Imagens
Metade dos golos marcados pelo ponta-de-lança com a camisola vitoriana (16) foram de cabeça, sinónimo de elevação e técnica. O Vitória não marcava três golos ao Benfica há... 26 anos
Marcar golos de cabeça é uma arte que não tem segredos para Estupiñán. O ponta-de-lança colombiano voltou a fazer uso do jogo aéreo no duelo entre o Vitória e o Benfica, para a Taça da Liga, ao marcar o segundo golo da equipa, apesar de entrincheirado entre Otamendi e Lucas Veríssimo, e suscitou uma avaliação em alta por parte de Quim Berto, ex-atleta vitoriano.
Todos os golos do colombiano esta época foram obtidos em cabeceamentos. Quim Berto não vê outro tão letal na Liga Bwin
"Atualmente, a jogar de cabeça não há outro jogador no campeonato português tão bom como Estupiñán. É o melhor, sem dúvida". De facto, todos os golos marcados pelo ponta-de-lança esta temporada (quatro) foram obtidos através de cabeceamentos (Vizela, Famalicão, Marítimo e Benfica, por esta ordem).
Com um percurso intermitente no emblema vimaranense, o ponta-de-lança foi resgatado aos bês na última época e desde essa altura assumiu-se como referência goleadora da equipa. Para se ter uma ideia da especialidade do colombiano, basta ver que dos 16 golos apontados com a camisola vitoriana, oito foram de cabeça, ou seja, metade. "O Estupiñán é muito forte no jogo aéreo, tem poder de elevação e sabe colocar-se na área, algo que não é fácil de fazer, sobretudo perante equipas com centrais de qualidade, como é o caso do Benfica. E além do jogo aéreo, sabe utilizar o físico e consegue segurar a bola, possibilitando à equipa jogar de frente para a baliza", analisa Quim Berto.
A veia goleadora dos vitorianos perante os encarnados, suficiente para manter as aspirações de um apuramento para a final four da Taça da Liga, não era vista há 26 anos, quando os minhotos venceram na Luz por 1-3, tendo Quim Berto apontado o primeiro. Desde aí, o Vitória nunca tinha marcado tanto ao Benfica. "É diferente marcar três golos ao Benfica do que a uma equipa com menores atributos. Mais ainda se se pensar que as equipas de Jorge Jesus mostram, tradicionalmente, segurança defensiva. Por isso, mesmo sendo um empate, o Vitória levou uma injeção de confiança antes de um ciclo difícil. Foi como um triunfo".
