
Direção explicou o projeto, que diz ser "autossustentável" e a base para um novo salto do clube. Hoje, em Assembleia Geral Extraordinária, os sócios votam (presencialmente, no site ou na app das águias) na proposta de Rui Costa e seus pares, com um custo de 220 M€ e receita anual bruta de 37 milhões.
O Benfica District, plano apresentado pela Direção liderada por Rui Costa, vai este sábado a votos em Assembleia Geral Extraordinária, com início a partir das 9h00, na Luz. Os sócios, que podem votar presencialmente, no site ou na app das águias, vão decidir se o projeto de revitalização do complexo desportivo do clube avançará mesmo, algo que a Direção considera ser fulcral para o futuro. "O Benfica District não vem para distrair, mas sim para construir o futuro. O Benfica não pode parar. Independentemente dos resultados desportivos, o nosso trabalho é dotar o clube das maiores ferramentas possíveis. Propomos um projeto financeiro a 15 anos, há outros clubes que apresentaram pagamentos de 27 anos...", esclareceu José Gandarez, vice-presidente das águias, enquanto o também "vice" Nuno Catarino, reconheceu que "o Benfica tem uma grande tradição de assembleias gerais quentes" acreditando que "a discussão vai ser tida no patamar certo". "Daqui a dez anos ninguém se vai lembrar do momento em que a decisão foi tomada, mas sim do que lá está e que permitiu ao Benfica catapultar-se. O futebol é o momento, mas é importante analisar este projeto à luz do seu mérito", frisou.
Nuno Catarino, CFO do Benfica, fala de um projeto "autossustentável", com um custo projetado de 220 milhões de euros e com uma receita bruta de 37 M€ por ano (24 milhões líquidos), que terá "contribuição positiva". Ou seja, "o clube vai poder continuar a investir no futebol e nas modalidades, nenhuma atividade fica limitada pelo projeto". "É um projeto para o Benfica, não de uma Direção", sentenciou, visão reforçada por José Gandarez: "Isto é feito de modo profissional, não é uma megalomania, está ancorado nas melhores práticas mundiais."
"Na construção do novo estádio, houve dúvidas na altura, pela situação financeira do Benfica, mas hoje todos somos a favor do estádio. Houve um salto quântico a nível de receitas. Espero que daqui a anos estejamos a concluir o óbvio, que era uma necessidade, vai aumentar a receita do clube. Vai permitir-nos mais uma vez estar na vanguarda e sermos seguidos, como temos sido sempre", disse Gandarez, frisando que a arena para dez mil lugares permitirá concorrer à NBA Europa a nível de infraestruturas.

