Bednarek e Kiwior: "Nenhum de nós pensa em termos de ser uma 'muralha polaca'"
Declarações de Jan Bednarek e Jakub Kiwior, dupla de centrais polaca, que concederam uma entrevista aos meios do FC Porto, no Palácio do Freixo, à margem do Dia da Independência Nacional da Polónia, que se celebra esta terça-feira naquele país
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São uma "muralha polaca" na defesa portista. Bednarek responde: "Claro que sim, é ótimo podermos jogar juntos e sem dúvida, isso facilita a comunicação no nosso trabalho, contudo, creio que aqui temos simplesmente uma função definida em campo e, tal como o Kiwior, a minha principal tarefa é ajudar os colegas dentro do jogo e fazer sempre o que for melhor para a equipa. Acho que nenhum de nós pensa em termos de ser uma 'muralha polaca'. Focamos-nos, sim, no próximo jogo para conseguirmos manter a baliza inviolada nos encontros seguintes. Isso sim seria ótimo e vencermos esses jogos. Penso que a humildade tem de ser mantida para que não fiquemos demasiado satisfeitos com o que alcançámos. Os jogos mais importantes ainda estão para vir, por isso vamos avançando passo a passo."
Kiwior acrescenta: "Concordo totalmente, não vamos ganhar o jogo só os dois, por isso precisamos do resto da equipa. Nós fazemos a nossa parte no campo, os nossos colegas fazem as deles. Eu joguei um pouco menos que o Janek, mas desde o início que me entendo muito bem com os colegas dentro de campo. Nota-se que essa comunicação é fácil, porque é fácil conversar diariamente e criam-se uma boa energia e ambiente. Isso ajuda-nos muito a estar mais entrosados durante o jogo."
Sobre a sua infância na Polónia, Kiwior conta: "Quando a minha avó ainda era viva, eu falava sempre com ela no dialeto da Silésia. Mas já não me lembro de nada. E até era uma vergonha sair à rua comigo de tanto que falava no dialeto, mas, sinceramente, já não me lembro de nada disso. Agora, por exemplo, se o Kamiński disser alguma coisa na seleção eu percebo. Mas falar já é algo muito mais difícil. Em Tychy já praticamente não se usam os dialetos. Há outras cidades perto, onde isso ainda se mantém, e talvez isso seja bom. Mas é difícil... é mesmo muito diferente. Quando era miúdo, ia sobretudo aos jogos de hóquei no gelo com o meu pai. Mais hóquei do que futebol, inclusive. Os adeptos eram espetaculares, mas faltam bons resultados ao Tychy no futebol."
Bednarek: "Eu nasci em Slupca, mas não tenho nenhuma ligação com a cidade, para além de ter nascido lá. Eu sou de Kleczew, cidade ao lado de Slupca. Basicamente, como Slupca tinha um bom hospital.. os meus pais quiseram que eu nascesse lá. Acabei por ser criado em Kleczew, onde a minha mãe era professora e o meu pai também trabalhava lá. No fundo, é uma cidade pequena e quando tinha 14/15 anos fui estudar para Szamotuły, onde existia uma Academia de Futebol e, mais tarde fui para o Lech Poznań. Poznań será para sempre um local ao qual estarei ligado para sempre. Eu e a minha esposa gostamos muito da cidade, porque - tal como aqui - as pessoas têm uma ótima energia e tem tudo o que uma pessoa precisa para viver bem."

