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Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, é uma das presenças na Conferência "Violência no Desporto".
Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, é uma das presenças na Conferência "Violência no Desporto", que decorre esta terça-feira na Assembleia da República. O líder leonino deixou algumas questões, dirigindo-se à APAF, Liga e FPF.
"Queria saber perante o que ouvimos, em primeiro lugar por parte da APAF, se sente ou não desde o primeiro dia que o Sporting foi o clube que sempre se preocupou pela dignificação da arbitragem; se a Liga não deveria funcionar como proteção dos presidentes; a Fernando Gomes se em defesa dos árbitros, que tanto advoga sempre, vamos contar com as imagens nos campos, com as declarações dos árbitros, ...", lançou o presidente leonino.
Eis as respostas:
Fernando Gomes: "Estivemos numa conferência, os regulamentos não permitem a passagem dos lances duvidosos nos estádios. De acordo com os regulamentos não há essa possibilidade".
Luciano Gonçalves, presidente da APAF: "Não posso estar de acordo consigo quando diz que o número de agressões não está diretamente ligado à comunicação pelos exemplos que vêm de cima. Se há comportamentos condenáveis acima, isso reflete-se na base. Se o meu filho vir que eu tenho maus comportamentos, ele vai seguir o meu exemplo. Temos de passar para a prática. O Sporting, como outros clubes, tem tido comportamentos, mas todos podem fazer muito mais. Assim teremos uma arbitragem muito mais tranquila e melhor. Todos os maus comportamentos dos agentes desportivos têm influencia na falta de ética e de cultura desportiva no futebol em Portugal".
Pedro Proença: "A Liga tem sabido respeitar as contribuições dos presidentes. Se recordarmos há muito pouco tempo uma capacidade de sonegar a capacidade de autorregulação, hoje teríamos uma Liga desprovida de qualquer validade. Temos uma responsabilidade suplementar. Sinto-me satisfeito pelas contribuições que os presidentes têm feito e haverá sempre uma proteção".
Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores: "Todo o futebol está sob suspeição. O que os jogadores sentiram foi que estava em causa a sua idoneidade. Não são todos iguais. Os jogadores exigem respeito, como o presidente do Sporting, do Benfica ou da Liga. Eles é que são protagonistas, eles é que são o maior ativo do futebol português. Há um ambiente castrador no futebol português: a autoridade moral e intelectual. De que vale ter razão e não convencemos os outros? Temos de ter capacidade agregadora e mobilizadora, o diálogo social é isso. Não admito que haja minorias que não têm voz.".
Bruno de Carvalho deixou o seguinte comentário: "No meio de tudo o que se está a passar no futebol, o que se está a passar com os jogadores é o mais diminuto".
