
Jefer Gunjo
Jefer Gunjo, extremo angolano de 20 anos, leva cinco golos e tem sido peça-chave numa equipa que continua invicta e determinada a alcançar a fase de campeão da Revelação. Com quatro vitórias e cinco empates, a formação comandada por Fernando Valente ocupa o segundo lugar da Série A, impulsionada pelas grandes exibições do avançado angolano.
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Os sub-23 do Leixões continuam a dar que falar na Liga Revelação, seguindo invicta, com quatro vitórias e cinco empates, e ocupando o segundo lugar da Série A, de olhos postos na fase de campeão. Jefer Gunjo, extremo angolano de 20 anos, tem feito a diferença na equipa de Fernando Valente, somando cinco golos, três deles nas últimas três partidas, em nove jornadas. "Este é, sem dúvida, um dos melhores momentos da minha carreira", constata. "Trabalho muito, abdico de muita coisa e coloco o futebol acima de quase tudo. Ver o meu esforço dar frutos é uma sensação incrível."
A história de Jefer começa em Angola, onde o futebol é quase uma extensão da vida. "A paixão veio do meu pai", conta a O JOGO, entre a saudade e a gratidão. "Em Angola, sempre que havia jogo, lá íamos os dois juntos. Ele foi jogador, mesmo que amador, e vivíamos muito o futebol. Foi com ele que aprendi a amar este desporto."
Entre partidas improvisadas nas ruas e tardes passadas a ver os craques do campeonato angolano, o talento revelou-se cedo. Jefer cresceu a fintar o pó, a sonhar com relvados maiores. O Sagrada Esperança abriu-lhe as portas e, pouco depois, chegou à seleção sub-23 de Angola. "Foi uma fase muito marcante para mim. Em Angola percebi que o futebol podia mesmo ser o meu futuro. Foi aí que o sonho de jogar na Europa começou a ganhar forma."
A transição começou quando conheceu "o senhor Óscar", figura que não esquece. "Foi ele quem acreditou em mim e me ajudou a dar o salto. Em 2023 vim para Portugal, para o Lusitânia dos Açores, e percebi o que é o futebol europeu. Mais intensidade, mais exigência, mais disciplina. Foi um choque, mas um passo essencial para crescer", recorda.
Este ano, Jefer mudou-se para Matosinhos e encontrou um clube que lhe abriu as asas. "No Leixões senti-me em casa desde o primeiro dia. A Direção dá-nos todas as condições para trabalhar e o grupo é muito unido. Está tudo alinhado, do staff aos jogadores. Há uma verdadeira família aqui e é por isso que o clube está a crescer", garante.
Dentro de campo, Jefer é sinónimo de energia e irreverência. Acelera, provoca e decide. Fora dele, é serenidade. Fala pouco, mas o olhar diz tudo, há ambição e há fome de mais. "Quero continuar a crescer, ajudar a equipa e, quem sabe, chegar à equipa principal ainda esta época. Penso todos os dias nisso. Quando a oportunidade surgir, quero estar pronto", remata.
